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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Como a Fuvest roubou meu Natal


Natal não é só um dia, é um sentimento. Você não acorda em maio achando que é Natal. Não. O clima natalino é preparado desde outubro/novembro, quando você vê aquela pilha de panetones no Extra e as primeiras luzes isoladas de Natal. A sensação de que as festas de fim de ano estão próximas vem com a montagem da árvore de Natal, com aquelas horas perdidas desembaraçando o pisca-pisca metade queimado do ano passado, com músicas natalinas do Frank Sinatra, filmes mágicos de Natal e aquele episódio do Chaves em que o Quico ganha todos os presentes e você quase chora de pena do Chaves. E, principalmente, o Natal começa com o fim das aulas. Sem isso o Natal não vem. Não parece Natal.

Pois que o dia 24 de Dezembro chegou e eu não senti o Natal. Dia 23 tive aula, terei aula no dia 26. Passei a tarde estudando, não comi panetone, não tive árvore de Natal e não vi o episódio clássico do Chaves. Mas tive um sentimento todo novo, um sentimento embalado com muito chocolate chique e folhas de fichário, foi o sentimento de que estou no meio do caminho. (Para os desavisados: estou o ano todo me matando de estudar pra entrar na USP e dia 19 fui convocada para a segunda fase, que vai acontecer em janeiro.)

Natal passado eu estava bem triste por não ter sido aprovada no vestibular. Não só eu, uma legião de vestibulandos esforçados passou o Natal com aquela frustração de não ter conseguido ir para a segunda fase. No meio da minha frustração, me vinha a pergunta “como seria se eu tivesse o meu nome naquela lista de convocados pra segunda fase?” e hoje consegui a resposta para essa pergunta.

Assim como não tive Natal no ano passado, não tive nesse ano mas por motivos opostos e tenho que dizer, perder o mágico clima natalino para estudar foi incrível. Sim, me senti awesome lá sentada no sofá da casa da vó com meu Etapa resolve. Me senti dentro da faculdade. Um passinho mais perto do sonho e isso foi um novo tipo de Natal. Ou não. Natal é aquele dia vermelho e verde, cheio de neve e bonecos de neve e caramelos listrados que a fuvest e o país tropical em que eu vivo me roubaram.

A verdade é que eu não fiquei triste em ter o sentimento de Natal roubado. Nunca fui lá uma super fã dessa data porque sempre me acontecem coisas ruins nela, além da falta de neve. Já tive muitos Grinch's e, sinceramente, a segunda fase está longe de ser um deles, ela está mais para metade de um presente que chegará em fevereiro.

Com ou sem Natal, não deixei de ouvir o Hino do Chrismukkah porque essa é a sagrada tradição, amém.

   

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Retrospectiva literária de 2011.


Livros lidos em 2011:

Melancia - Marian Keyes
Eat, Love, Pray - Elizabeth Gilbert
A vida é bela - Dominique Glocheux
A Casa dos Espíritos - Isabel Allende
Antes do baile verde - Lygia Fagundes Telles
The Hound of The Baskerville - Sir Arthur Conan Doyle
Auto da barca do Inferno - Gil Vicente
Iracema - José de Alencar
Mistérios e revelações sobre a Idade Média
Memórias de um Sargento de Milícias - Manoel Antônio de Almeida
Dom Casmurro - Machado de Assis
Os Leões de Bagdá - Brian K. Vaughan, Niko Henrichon
A Cidade e as Serras - Eça de Queiroz
O Cortiço - Aluízio de Azevedo
Capitães da Areia - Jorge Amado
Vidas Secas - Graciliano Ramos
Antologia Poética - Vinícius de Moraes


O casal mais apaixonante:

Alba e Miguel de A casa dos espíritos.
Eles vivem um amor lindo em tempos muito tempestuosos, de muita opressão. Contra tudo e contra todos.

Virei a noite lendo:

Melancia
Muita gente achou um livro frufru e meloso. Eu achei fantástico. É melosinho sim, mas é divertido e a Marian Keyes dialoga com o leitor de uma forma muito gostosa e prazeirosa. Foi uma delícia de ler e mal vejo a hora de ler outros da mesma autora.

Antes do baile verde
É um livro fininho, todo composto de contos de leitura mansa e dolorida. Terminei em menos de 5 dias porque eu simplesmente não conseguia largar. Não cheguei a virar a noite lendo porque sou idosa demais pra virar noites mas se eu tivesse um pique a mais, eu teria virado.

Chorei de soluçar:

Os leões de Bagdá
Sim, eu chorei lendo um graphic novel e não tenho vergonha de dizer. No geral ficou abaixo das minhas expectativas mas o final é TÃÃÃO triste.

Capitães da Areia
Na releitura o livro ficou bem mais triste, só digo isso.

Decepção do ano:

The hound of the Baskerville
Eu ganhei o meu exemplar do livro há uns 3 anos e desde então fiquei admirando e sonhando com o momento em que meu inglês estivesse maduro o suficiente. Resolvi ler. O fato é que eu adorava as histórias do Sherlock Holmes, pelos contos e pelo filme, mas fiquei muito decepcionada com o livro e ainda por cima fiquei constrangida por não ter gostado. 3 anos de espera pra isso.

Grifei:

Antes do baile verde
Esse foi o primeiro livro que li da Lygia e a cada momento eu me parava pra perguntar: "onde foi que eu vivi esse tempo todo sem a Lygia?". Ela tem um jeito que lembra a Clarice Diva, usa as palavras certas e me mata a cada linha um pouco mais.

Não só grifei como mandei por SMS pra Analu:

Antologia poética (Vinícius de Moraes)
Ahh, esse livro arrancou uma parte de mim. Me deu uma nova visão sobre poesia. Foi uma experiência muito boa, obrigada Fuvest.

Soco no estômago:

Capitães da Areia
Ninguém lê Capitães sem ficar sensibilizado. A história de crianças vivendo ao léu nas ruas da Bahia, vagando e vivendo do roubo corta o coração, mas acima de tudo de faz olhar pra sociedade com outra perspectiva.

O mais chato:

A Cidade e as Serras
Só digo uma coisa: se não fosse pro vestibular eu teria largado. Deus está vendo, eu resisti a esse livro então mereço passar.

Iracema
Sabe o que é ler um livro chato, né? E RELER um livro chato? Pois eu não passei uma página sequer sem querer dar um tiro no meio da testa da Iracema.

Abandonei:

Mistérios e revelações sobre a Idade Média
Ele não é bem um livro, está mais pra um almanaque. Eu gostei demais e não abandonei totalmente, o caso é que eu comecei a ler mas o tempo começou a ficar mais apertado e eu resolvi colocá-lo em pause e terminar em 2012.

Morri de rir:

Melancia
O humor da Marian é muito bom, quero muito lê-la no original pra sentir um pouco mais do estilo dela que tenho certeza que se perde muito na tradução.

Memórias de um sargento de milícias
Eu adorei reler este livro porque ele é muito divertido e reflete direitinho o “jeitinho brasileiro” e mostra o que é ser um malandro boa vida. As trapalhadas do Leonardo valem a pena cada página.

Bate bola de personagens:

Personagem masculino mais apaixonante: Felipe de Eat, Love, Pray e Jaime de A casa dos espíritos.
Personagem feminina que eu queria ser: Alba e Clara de A casa dos espíritos e a Dora de Capitães da Areia.
Personagem mais chato: Jacinto e Zé Fernandes de A Cidade e as Serras.
Personagem mais perturbador: Lu e Tatisa de Antes do baile verde e Estéban Trueba de A casa dos espíritos.
Personagem que mais me identifiquei: Alba de A casa dos espíritos. Me identifiquei tanto com ela que acredito que herdei algumas de suas características depois de ler o livro.

O melhor livro de 2011:

A casa dos espíritos
Sem dúvida não só o melhor de 2011 mas um dos melhores da vida. A história é envolvente e inovadora. É um livro com mais de um narrador e você só descobre quem é o bendito narrador no último capitulo. Na maior parte da história estão acontecendo coisas muito tristes e os personagens refletem isso a cada segundo. Em alguns momentos até parece que os personagens ganham vida e tornam-se seus amigos.
Mal posso esperar pra ler mais um livro da Isabel Allende.




(Esse não foi um ano muito produtivo na questão “livros” afinal passei de março a outubro lendo e relendo os livros da lista do vestibular Fuvest/Unicamp e as únicas leituras just for fun foram feitas no período de férias)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

E ai você entrou na minha vida


E ai que há dois anos eu estava saindo do ensino médio. O caso é que meu ensino médio não foi muito comum. Eu fiz médio integrado ao técnico em produção multimídia no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Nome impressionante, né? Pois não foi só o nome impressionante que vivi: foram 3 anos de trabalhos e provas excessivas, horários malucos e falta de tempo crônica.

Em 2008 houve um surto de blogueiragem entre meus amigos. Todos criaram blogs. Eu, claro, morrendo de vontade de aposentar meu fotolog, queria muito criar um blog lindo para mim mas o orgulho não me deixou porque eu não queria ficar com fama de copiadora-maria-vai-com-as-outras-paga-pau que criou o blog depois de todo mundo, mesmo morrendo de vontade. Um segundo motivo que fez com que eu ficasse longe do meu próprio blog em 2008 foi a supracitada falta de tempo crônica. Estava decidido: sem blog até o fim do ensino médio. E enquanto o fim tão esperado não chegava eu usava da escrita para desabafar choramingos adolescentes no fotolog e em uma comunidade fechada no orkut.

Como todo tormento tem seu final, o ensino médio foi embora e eu finalmente tomei A decisão (com alguém que até agora não havia aparecido: o namorado). No dia 14 de dezembro de 2009 criei o Miniature Disasters. No mesmo dia, o namorado fundou o Song Sweet Song.

No início, o MD tinha uma linha editorial fixa: mostrar o lado bom das coisas ruins que acontecem com a gente. Brilhante. Mas me bateu uma frustração porque não é nada fácil ver o lado bom de uma coisa ruim que está acontecendo agora. Ninguém classifica o momento que vive quando se está vivendo. Geralmente os marcos são colocados depois, por exemplo, os caras da pré-história inventaram a escrita mas ninguém imaginou que anos depois a história seria dividia em mundo pré-histórico, antes da escrita, e em mundo “histórico”, inaugurado com a arte de juntar letrinhas. A vida é assim, ninguém consegue ver o lado bom de uma coisa muito ruim enquanto ela acontece principalmente porque sofrer é ruim, tem que ser MUITO otimista para enxergar o copo cheio todas as vezes. Fiquei em uma situação meio chata porque era necessário muita reflexão e desgaste para fazer nascer um texto, o que ia contra os meus objetivos. Hoje, sem linha editorial alguma, o Miniature Disasters reflete o que se passa na minha vida.

Sinto muito orgulho do meu humilde blog. Sei que agora está às moscas mas, é o que eu disse, reflete a minha vida de muito estudo e pouco tempo (e eu achava que no ensino médio não tinha tempo...). Foi atráves dele que fiz GRANDES amizades, conheci pessoas que eu nunca conheceria das formas papai-e-mamãe de se fazer amigos e isso vale muito a pena. E tudo isso faz com que eu cresça de alguma forma porque é algo que vem de mim mesma, são minhas palavras, do meu jeito, a partir de mim. O MD representa uma forma de auto-conhecimento. Cada vez que vejo um amigo comentando no blog, sei que estou fazendo a coisa certa, que estou exatamente onde eu queria estar.

Parabéns, Miniature Disasters, pelos seus dois anos de vida (mesmo quando você resistiu por inércia).

Pra quem lembra do primeiro topo do blog.


Um enorme parabéns ao Song Sweet Song, beijos para meu companheiro da vida e do crime.  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ao que "poderia ter sido"

Todos os dias eu faço questão de riscar a expressão "E se" do meu vocabulário.
Se escolher uma coisa significa abrir mão de outras, não devo mais pensar naquilo que poderia ter sido caso minha escolha tivesse sido diferente porque e se o que eu deixei pra trás fosse melhor?


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

O que não dizer a um vestibulando de segunda viagem


Há um tempo li no blog da linda Gabi Petrucci um texto chamado “O que não dizer a um vestibulando” e super me identifiquei. Depois de um tempo perguntei a ela se eu podia fazer um sob a minha perspectiva, como ela concordou, aqui estou!

1- Você não passou no ano passado? Jurava que você já estava na faculdade há muito tempo.
Com essa frase, a pessoa infeliz arrancou meu coração, jogou no chão, pisou, pegou de volta, jogou na frigideira, fritou e serviu pros cachorros. Não só isso, ela ganhou um passaporte direto pro Inferno e minha ira eterna. Dica: nunca pergunte isso a ninguém.

2- Por que você está fazendo cursinho de novo?
Essa é outra ofensa em forma de pergunta. Ninguém gosta de fazer um segundo ano de cursinho e se eu estou fazendo é por necessidade. Não passei ano passado então estou tentando de novo, não estou sentada lá, quatro horas por dia porque sou boba.

3- Por que você não foi pra uma particular? Todo mundo vai.
Não acho ruim as pessoas irem pra particulares (se for uma particular boa), pelo contrário, algumas particulares tem estrutura muito melhor que algumas públicas mas eu não tenho condições de pagar uma particular boa e eu prefiro estudar um pouco mais pra passar na USP que é a mais importante aqui de São Paulo.

4- Por que você estuda tanto sendo que você já fez cursinho uma vez?
Como eu já disse, se estudo é por necessidade e não por ser boba. Ano passado, eu entrei no cursinho em maio e passei o ano todo trabalhando. Quem trabalha e estuda sabe que o tempo de estudos é reduzido, pois pra mim não foi diferente. Apesar de ser o segundo ano, estou aprendendo muitas coisas que NÃO vi ano passado por falta de tempo.

5- Qual curso você está fazendo? Qual faculdade você está fazendo mesmo?
Eu sinceramente odeio quando as pessoas que esquecem que eu não entrei na faculdade ainda e perguntam quais matérias eu gosto mais, quando eu acabo o faculdade, etc, porque isso é um abuso pro meu coração. Se você me perguntar/ perguntou isso posso responder que estou fazendo direito e termino em 2014 porque detesto falar que estou no cursinho ainda.

6- Se você não passar nesse ano pode fazer cursinho ano que vem de novo!
NÃÃÃÃÃÃÃO. Pra mim, está fora de cogitação um terceiro ano de cursinho. Quem nunca fez não tem ideia do estresse que é um segundo ano, não quero nem saber de terceiro.

7- A prima de uma amiga minha passou sem cursinho!
Que bom pra ela.

8- Quando suas aulas acabam?
Isso me faz lembrar que eu vou passar Natal e Ano Novo estudando pra segunda fase (se Deus quiser) e me deprime. Minhas aulas só acabam em Janeiro, está aqui a resposta e NÃO perguntem sobre isso.

9- Se você não passar foi porque Deus não quis.
Eu confio muito em Deus, muito mesmo, e por isso eu não acredito que Deus me desampararia e me deixaria sem recompensa depois de dois anos de estudo e MUITO esforço. Então, não me digam isso.

10- Por que você está tão tensa? É só uma prova.
Quando se vive por dois anos em função do vestibular, ele deixa de ser só uma prova e vira um monstro. Não é só uma prova, é A prova que vai decidir muita coisa na minha vida, muita mesmo. Eu não me sinto confortável em esquecer a dificuldade de passar no vestibular porque ai eu me sentiria a pessoa mais inútil do mundo por não ter passado ainda.

11- Boa sorte porque você VAI precisar...
Espero que você e sua ironia vão pro Inferno. Beijos.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ao poetinha

Ah, teus versos.


Tuas palavras
guiam
Tuas auroras
brilham
Tuas mulheres
deliram
Teus sonetos
ecoam
Teus poemas
movem
Tuas elegias
comovem

Arrancaste uma lágrima minha,
acreditas?

Obrigada
teu lirismo
é vida.

_______________________
Essa fui eu pagando um mico poético.

sábado, 15 de outubro de 2011

Carta aberta ao mundo

Ou Manifesto das crenças.


Eu acredito no amor. E já aconteceu tanta coisa ruim na minha vida que a lógica da frase anterior não deveria ser essa. Foram 17 anos de experiências e exemplos negativos, tanto que eu nem deveria querer pronunciar essa palavra, mas não: eu VIVO o amor mais a cada dia. Não é porque meia dúzia de mal-amados vivem me dizendo que amor não existe ou porque alguém totalmente talentoso cantou que “o amor nos rasgará em dois” que eu deixo de acreditar nele e viver sob seu signo. Se eventualmente eu me machucar, vou me embora pro dark side me encher de cookies e choramingar pra Gabe e pra Gabi Petrucci, um dia eu me recomponho e volto a viver. Não é só pela REMOTA E IMPROVÁVEL possibilidade que eu tenho de me machucar que vou deixar de viver essa felicidade e esse amor que vivo, não é por medo que vou perder o que me mantem viva. Eu posso correr esse risco se a recompensa for um sorriso lindo pro meu coração sem ritmo.

 Eu acredito na amizade e na confiança. Eu sei em quem confiar. E nesse aspecto eu sou extremamente seletiva, sei com quem posso dividir minhas aflições e sentimentos e ninguém, NINGUÉM, NINGUÉM, tem o direito de me dizer em quem eu devo confiar ou não. Me deixe quebrar a cara, já disse: o medo não me deixa presa. A vida é uma só, meu coração é um só mas eu posso escolher com quem vou dividí-lo. Não é só porque alguns quebraram minha confiança que vou deixar de confiar, pelo contrário, vou aprender a selecionar melhor em quem confiar. E confiar mais ainda. Não vou deixar meu peito explodindo de sentimentos quando posso aliviar a pressão com um querido, um pote de sorvete e duas colheres.

 Eu acredito nas minhas escolhas. Hoje eu escolhi o meu estilo de vida. Não critique. Critique minhas ações, minhas roupas, minhas palavras mas não critique minhas escolhas. O medo nunca me impede de viver e essa é minha escolha, consequências virão e eu as acolherei de peito aberto. Se tiver de sofrer, eu sofro. Um pouco a cada dia. É fácil criticar, agora venha vestir minha pele. Eu escolhi o que eu vivo agora. Não venha me dizer que era melhor estar me divertindo, pagando faculdade, frequentando bares. Não. Tenho orgulho de passar meus dias aprendendo coisas teóricas e absurdas. Amanhã tudo estará bem graças ao esforço de agora. Se escolher uma coisa significa abrir mão do resto, eu abro. Sei que Deus está comigo.

 Eu acredito em finais felizes. Não tente acabar com meus sonhos, não tente acabar com sonhos de ninguém. Sei que eu mereço meu final feliz e o terei. Se você não acredita na felicidade não vou mudar sua opinião, todos tem seus motivos. Tenho motivos para acreditar que eu terei meu final feliz. E se não é feliz é porque ainda não chegou o final. Tirar a luz dos olhos de alguém deveria ser caso de cadeira elétrica.

 Eu acredito nas palavras. A partir de agora, se você não tem uma palavra de incentivo, uma palavra de amor ou amizade pra mim, fale sobre o tempo, ou não fale. Eu não preciso de ninguém que me deixe pra baixo, que estrague meus dias ou que tente estragar meus sonhos. Não gastarei minhas sintaxes com quem não merece nem ao menos uma palavra de desprezo.

  You are not me, Arlandria, Arlandria.
 You and what army, Arlandria, Arlandria? 
Oh, God you gotta make it stop

domingo, 25 de setembro de 2011

Ode à força de vontade

Existem muitas coisas que servem pra nos tirar de nossos caminhos, tantas que eu nem preciso enumerar, mas só duas pra nos colocar de volta nos caminhos certos: a consciência e a força de vontade.

Quando se tem uma meta e se estabelece uma trajetória pra alcançá-la, consciência e força de vontade são as maiores aliadas. Caso você não seja o Macunaíma que “pulou cedo na ubá e deu uma chegada até a foz do Rio Negro pra deixar a consciência na ilha de Marapatá. Deixou-a bem na ponta de um mandacaru de dez metros, pra não ser comida pelas saúvas.” e conserve ainda sua consciência com você ela pesará caso você deixe a preguiça e a santa procrastinação dominarem porque é certo que isso afastará você de sua meta. Ai entra a força de vontade. Ela faz com que arranquemos forças do âmago pra ir à luta.

Ela me arranca da cama antes do sono ir embora. Ela me faz ir à academia, arrumar a casa, descer pelas escadas fixas. Ela me impede de gastar dinheiro a toa, de comer muitos doces, de dormir à tarde. Ela me ajuda a estudar por várias horas diárias, a aprender matemática (ou tentar com todas as minhas forças), a abrir minha apostilinha de exercícios mesmo quando estou em pé no metrô. Ela carrega minha mochila pesada de livros e cadernos, arruma meu quarto. Ela me faz vencer livros chatos, não me deixa ir assistir TV e comer brigadeiro quando tenho outras tarefas mais importantes (mesmo quando eu quero muito). Ela me ajuda a escolher as prioridades e manter os planos por mais que eles não sejam o que eu tenho vontade de fazer. Ela não me deixa esquecer que eu tenho uma meta. Ela não me deixa desistir.

Já diziam os Grandes Mestres: “May the Force be with you”. É porque a força de vontade é tudo nessa vida, se ela não existisse, mesmo que quiséssemos muito alguma coisa, difilcilmente sairíamos da cama de manhã, me incluindo nisso.

Acho que essa força merece muito mais que uma simples Ode, merece uma valsa com vestido de gala.




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Parênteses

Pensando bem, a gente não forma um par de parênteses.

A verdade é que nós, há exatamente dois anos, abrimos um parêntese que não se fechará nunca. Ele ficará esperando um companheiro que nunca virá.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Para não passar em branco

Dia 06/09 acontecem três aniversários que ninguém comemora, resolvi que nesse ano não passaria em branco. Vamos lá:

1 - Dolores O'Riordan Burton, a talentosa vocalista do The Cranberries!





2- Nina Persson, a sueca linda vocalista do The Cardigans e A Camp.




 3 - Lilly, minha cocker linda.


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Death Cab for begginers

Death Cab for Cutie é uma banda de indie rock/ indie pop formada em Seattle (USA) por Ben Gibbard, Chris Walla, Nicholas Harmer e Jason McGerr. A banda surgiu em 1997 e está ativa desde então. O último disco lançando saiu em maio de 2011, o "Codes & Keys". O nome da banda é devido à uma música de um filme dos Beatles, o Magical Mystery Tour.

Como a maior parte das coisas que duram na minha vida eu não gostei de Death Cab de cara. Ouvi uma música, torci o nariz mas deixei no mp4 e continuei ouvindo. Percebi que era simplesmente genial. Baixei um álbum, depois outro e outro... Até que eu cantava mais Death Cab que The Cardigans, que era minha banda favorita da época.

Foi passando o tempo e eu fui juntando motivos a mais para gostar mais ainda dessa banda fantástica. Essa também é a banda favorita do meu personagem favorito da série da vida.  Pra quem não lembra/ não viu o Death Cab tocou no Bait Shop em The OC.

Guess who has Death Cab tickets
Outro motivo é que o Ben Gibbard, vocalista da banda e o autor da maioria das músicas, faz aniversário no mesmo dia que eu (pode até ser lame gostar de uma banda por isso mas vocês se lembram que eu acredito em astrologia e pessoas nascidas no mesmo dia se entendem)! Quem me acompanha a bastante tempo sabe que eu até simulei um encontro com eles a mando da Kamilla.

As letras são assombrosamente perfeitas. Acho que todo mundo tem uma banda cujas letras são fonte de inspiração e passam exatamente o que sentem. Death Cab é a minha. E sempre tive certeza disso. Tenho orgulho de dizer que passava horas por dia no "Analisando Death Cab for Cutie" só pra me apaixonar ainda mais. Ficava lendo e relembrando cenas da minha vida, muitas vezes pensando que o Ben me conhecia. Vez ou outra eu ainda tenho a chance de ver a tag "Death Cab for Cutie" do Song Sweet Song crescendo, o que me enche da mais sincera alegria.

Pros compulsivos: O Ben tem mais dois projetos paralelos, o The Postal Service, que é um Death Cab mais eletrônico e divertido, e o All-time quarterback, que é um Ben-Folk ou quase isso.

O ponto baixo de ser fã deles é que até hoje eu espero o show deles aqui no Brasil e mesmo com o tweet tranquilizador do Chris Walla, eu não tenho muitas esperanças que isso aconteça someday soon afinal o público brasileiro deles não é lá muito grande.

Um fato pouco conhecido que vocês devem adicionar a celebrity gossip de vocês é que o Ben Gibbard é casado com a Zooey Deschanel! Eles são fofos e um dos vídeos mais legais que eu vi na vida foi com eles dois tocando piano juntos!
Lindos *-*
Edit: Eles ERAM casados. No final de 2011 eles optaram pelo divórcio, o que cortou profundamente meu coração e me fez pegar uma birrinha momentânea da Zooey. Essa birrinha passou e agora sou feliz assistindo a New Girl, a série dela, e ouvindo She & Him, a banda cheia de açúcar de que ela faz parte.

Enfim. Fiz uma mixtape pra celebrar meu amor pela banda e iniciar vocês na arte de ser fã deles.
Para fazer download clique aqui.

E só pra terminar com chave de ouro, o vídeo da minha última paixãozinha :)



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

500 days of Summer

Naquela época os meus laços com a gatinha ainda eram fracos mas foram ficando mais fortes com o passar do tempo. Assistir a barriga dela crescer e ficar imaginando os filhotinhos correndo por ai me deixava doida de amor. Pois eu passei a chamar a gatinha de pseudo-minha. Porque ela não era minha de verdade afinal ela não vivia em casa, comigo. A minha ansiedade por ver os filhotes foi crescendo e crescendo. Chegou o carnaval e para quem lembra de março, eu trabalhei uns dias. Dias cruéis, principalmente quando fui atacada por uma ratazana, e nesses dias não vi a Summer. Findado meus dias de trabalho Summer apareceu sem barriga e eu, avó orgulhosa, estava doidinha para ver os filhotes. Passaram 10, 15, 20, 30 dias e nada dos filhotes, até hoje me pergunto o que aconteceu com eles.
Summer no telhado da ex-casa vizinha
Mesmo tendo dado a luz e perdido os filhotes continuei alimentando minha floquinha de neve. E aumentando meu amor. Cheguei até mesmo a chamá-la na rua para fazer carinho nela. A primeira vez que fiz isso fiquei esperando um ataque alérgico que não veio, o que significa que eu continuei indo atrás dela para enchê-la de carinho. Uma coisa que eu notei é que ela não tinha pelagem de gatos normais: o pêlo dela era bem curtinho e não soltava na mão mas não acho que isso seja importante. Viciei na gatinha. E ela em mim. Um dia eu estava na casa da minha vó, no churrasco de aniversário do meu vô, e ela apareceu lá. Foi a sensação da festa, todos fizeram carinho, deram comidinhas e ficaram felizes. Estava decidido, era a minha gata. Claro que eu não poderia levá-la para casa afinal tenho TRÊS cachorrinhas, mas como ela me seguia achei justo dar o título a ela.
Em casa nossas relações eram de muito carinho. Instalei um pote preso à um fio de lã para alimentá-la no quintal da casa abandonada. O ritual era acordar, dar comida para as minhas cachorras, chamar a Summer, colocar a comida dela no potinho, descer o potinho no quital vizinho e então tomar meu café. Sempre assim.
Sempre fiz o ritual até que fiquei doente naquelas semanas em que São Paulo quis brincar de Seattle e fez o maior frio. Não pude dar comida a ela por uns três dias e então Summer sumiu. Já fazem dois meses que Summer não aparece por aqui.
Minha mãe veio com teorias dizendo que ela morreu e só de pensar nisso me dá vontade de chorar. Prefiro acreditar que ela honrou o nome que dei a ela e agora ela está deitadinha em uma almofada dentro de uma sala bem decorada, perto de um potinho sempre cheio de ração. Prefiro acreditar que ela preferiu um casamento com alguém que ela acabou de conhecer à um namoro irregular com uma pessoa tão insconstante quanto eu, não que eu merecia, mas prefiro acreditar no melhor para ela, afinal, chegou o inverno.
E só para registrar, abandonaram uma gatinha siamesa no mesmo quintal. Ela estava machucada nas costas e parece bastante bebê ainda, ela não comeu a comida que dei a ela mas fiz questão de batizá-la Autumn.   

domingo, 7 de agosto de 2011

Vocês são meu paraíso astral

Acreditar em horóscopo e astrologia são coisas diferentes. A astrologia surgiu há milhões de anos quando um grego inteligente olhou para o céu e começou a estudar as constelações e analisar as pessoas que têm datas de nascimento próximas. Horóscopo é uma droga que você perde seu tempo lendo e ainda por cima diz que você vai cair e quebrar a perna. Já li muito horóscopo mas percebi que não devo perder nem dez segundos de vida com isso. Quando falam alguma coisa positiva de leão em uma página de jornal ou na TV do ônibus ainda vai porque isso é um incentivo caso contrário, bullshit. Já existe tanta maldade no mundo que eu me dou ao luxo de não esquentar a cabeça com a maldade das estrelas. Apesar de não ler horóscopo eu sei que estou no meu inferno astral e nem preciso acreditar nele para saber que ele existe. Prefiro assim porque é bem melhor jogar a responsabilidade desse meu humor maravilhoso para cima das estrelas do que dizer que a culpa é minha.

Sou daquelas pessoas que assim que conhece alguém pergunta o nome e o signo. Quero sempre saber com o que vou lidar. Também sou daquelas que evita se aproximar muito de certos indivíduos de certos signos. Ai você pensa “ela não vai ser minha best por causa do meu signo?”, sim, você está certo. Certas pessoas já me deixaram tão mal que criei um escudo contra as pessoas do mesmo signo porque acredito mais na teoria dos astros que na teoria que as pessoas são muito diferentes umas das outras. No fundo todos são muito parecidos. Comece a analisar os pontos em comum entre duas pessoas de mesmo signo que você terá conclusões mais precisas que aqueles clichês “taurinos são teimosos”.

Eu sou leonina, sempre atraí leoninos para perto de mim. Meus amigos mais próximos são quase todos de leão. Minha prima, meu primo, minha sis. Leoninos sentimentais que não gostam de mostrar isso para ninguém. O que eu mais gosto do meu signo – e também da minha criação – é a predisposição e lealdade ao ajudar quem precisa, às vezes sou até boazinha demais. Também atraio arianos. Acho que eu tenho alguma coisa fora dos eixos e os arianos vêm para me dar um norte. Mãe, namorado. Supercontroladores. Também tenho tendência a ter amigos taurinos, a amizade é certa, talvez porque meu ascendente é touro, talvez porque me identifico com alguma coisa na liberdade deles. Nenhum taurino nunca me cobrou nada e sempre acabamos nas risadas, é divertido. Outra galera legal de se fazer amizade são os aquarianos. Aquário é o oposto complementar de leão mas leoninos e aquarianos são tão parecidos que se torna fácil de confundir. Minha maluquice Phoebe Buffay Style vem da semelhança leão/aquário.

Gosto de pensar que posso analisar as pessoas pelos signos, acho que assim me dá uma ideia do que eu posso esperar de cada um. Falando nisso, esse bla-bla-bla todo serviu só para falar que quinta-feira é meu aniversário. É isso que você pode esperar de um leonino: um texto de auto-promoção.

Mas não só isso.

Queria agradecer você, independentemente do seu signo, pela amizade! Meu amigo, que me ajuda direta ou indiretamente, desde um comentário no blog, cracks de DW, cartinhas chegando em casa, conversas no msn ou e-mail, tsurus gigantes, tweets fofos, cafés, McDonalds's, aulas no Etapa, visitas no metrô, os abraços apertados e todo carinho e amizade que me fazem sentir, MUITO obrigada. Minha vida não seria metade do que é se não fosse pelo conforto e amizade que recebo de vocês. Principalmente você, você, você e vocês. É isso que você pode esperar de um leonino: amizade.

sábado, 30 de julho de 2011

Durma bem, Amy!

Há dois anos perdi meu primo, Evandro. Perder alguém é uma coisa totalmente inacreditável. Já se passaram 2 anos e às vezes eu ainda espero encontrá-lo em casa comendo pastel e assistindo à um filme tosco.

Há uma semana uma amiga me mandou uma sms me dizendo que a Amy Winehouse havia morrido. E mesmo com toda a mídia repetindo a notícia ainda nem sei se acredito. Na terça-feira, foi o velório dela, começaram a falar disso no Jornal Nacional e eu, mãe e irmã nos reunimos pra ver. Quando anunciaram que as palavras do pai dela foram “durma bem, meu anjo” brotaram lágrimas nos olhos das três.

Eu conheci a Amy em 2007. Um amigo me mostrou a letra de Stronger than me, apaixonei. Eu entrei em colapso nervoso e não melhorei até ouvir todas as músicas dela. Fiquei uns 4 meses ouvindo Amy sem parar e nada além disso. Daquele jeito de cantar junto, respirar junto, imitar os instrumentos. Dai que a paixão foi se estabilizando e fui abrindo espaço pra outras bandas e cantores. Nesta época pedi o Back to Black de Natal mas ganhei uma jaqueta. Comprei um vestido no estilo dela e jurei que minha fantasia da próxima festa seria de Amy, não fui à nenhuma festa a fantasia desde então.

Pois veio o desastre: meu antigo computador pifou e com ele toda a discografia de dois álbuns da Amy foram pro espaço. Decidida a baixar só o que estava na minha cabeça, dois discos viraram um. E mudando de computador mais uma vez, dois discos viraram quatro músicas. O pior disso tudo é que eu não percebi isso até sábado. Eu sempre ouvia mas não tinha parado pra pensar o quanto tinha reduzido. Até que há uns meses eu estava sentindo falta de uma música dela, procurei pra baixar e sair cantando “Amy, Amy, Amy” por ai, mas quem disse que eu achei?

Sabe quando os artistas morrem e ganham uma legião de fãs mas em vida não tinham nada? É bem isso. Sabe aquele ditado que diz que a gente só dá valor quando perde? Bem isso.

Não tem um mês que a Amy era a chacota de várias revistas por dar vexame nos shows, já nesta semana, tem uma foto dela super comportada, gordinha, com cara de saudável e sem o cabelo de ninho, com a legenda “1983-2011”. Ok, hipocrisia com respeito. Ai eu, fã das antigas escuto uma tiazinha no ônibus dizendo que foi tarde e que ela nem era boa, nem preciso dizer que a vontade era de voar no pescoço. Ela podia ser alcolátra drogada o que fosse mas ela era filha de alguém, irmã de alguém, prima de alguém. Mais respeito por favor?

O fato é que a Amy foi parte da minha vida, espero ainda de coração ter o Back to Black, espero ir à uma festa fantasiada dela e com certeza ela vai estar sempre lá, no A da minha biblioteca, não importa com quantas músicas.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Novo vício!

Eu queria muito fazer um texto sobre Harry Potter ou sobre a morte da Amy Winehouse, ambos muito queridos por mim, mas ao invés disso resolvi alegrar todo mundo e falar sobre meu novo vício: Get Glue.

O Get Glue é um tipo de rede social onde você ganha adesivos por estar ouvindo tal artista, vendo tal filme ou série, etc. Não é muito fácil de explicar o funcionamento, mas é incrível sair por ai dando check-ins e ganhando adesivos. E o mais incrível é que eles mandam os adesivos em casa!

O meu namorado e o meu amigo Cauê me incentivaram a criar um perfil e com isso acordaram um monstro. Eu sou muito competitiva, quero sempre ganhar e estar a frente, já disse que eu sou a Mônica Geller. Entro no fórum toda hora para ver se tem mais algum adesivo para ganhar. A primeira página que abro ao ligar o computador é o GG. Não paro de pensar nas coisas que eu posso dar check-in e ganhar mais adesivos. Não importa se eles vão demorar MUITO para chegar já que o site envia somente 20 por vez e só uma vez por mês, um dia eles chegam e toda a minha casa será coberta por adesivos (ou não).

Também já passei meu vício adiante: Renata, Gabi Petrucci, Taylor... todas lá e tudo porque eu fiquei empolgada e sai por ai falando sem parar, igual aquelas crianças que não respiram enquanto falam de pura empolgação!

E se vocês querem saber, o meu perfil até mostra que estou "obsessed with Death Cab for Cutie". Puro amor.

Todos dão like

sábado, 16 de julho de 2011

Saudade de pensar

A verdade é que eu sinto saudade de pensar. Pensar, pensar. Para ser mais sincera não pensar mas filosofar, questionar. Não aquela filosofia da escola - tanto porque se eu estivesse pensando nela estaria agora imersa em um existencialismo do inferno que, graças a Deus, eu já passou (mas eu sei que por mais que eu fuja ele volta). Estamos todos condenados à Sartre, não adianta correr. Eu sempre fui bastante crítica, sempre formando opiniões e ideias sobre tudo, agora esse meu instinto parece meio adormecido.
Voltando ao assunto: eu sou vestibulanda, o que eu mais faço é pensar mas eu passo os dias pensando em como resolver uma função logaritmica ou como deslocar um corpo usando somente 10 joules. Sendo direta, passo o meu tempo pensando em coisas inúteis. Para fugir deste mundo sem atrito eu me apego aos meus estudos de humanas, gosto muito de imaginar como era viver na época de Henrique VIII e até escolhi meu rei favorito, porque humanas fazem um sentido real para mim, o que as exatas não fazem. O problema é que eu preciso estudar mais exatas então minha cabeça na maioria do tempo fica cheia dessas besteiras de energia, pressão, logaritmos, inversos, bijetoras... E é normal, a maioria dos vestibulandos sofrem disso. Alienação típica. Ano passado eu estudava bem menos porque passava mais tempo pensando em questões mais práticas e presa em questões existenciais.
É um ciclo vicioso, quanto mais tempo passo pensando em resoluções de questões menos consigo achar soluções para problemas. Cheguei ao ponto de não saber qual solução dar em redações, de ter dificuldade de formular mais de uma opinião sobre um assunto apesar de ainda não estar nem perto de um exatóide.
Sentei aqui pensando no que ia escrever para o blog e fiquei pensando nos últimos meses o quanto eu escrevi mentalmente, o quanto eu produzi e não passei para o papel por falta de tempo mesmo. Eu tenho aquele instante na cama antes de dormir, um R.E.M., onde produzo textos e textos na esperança de lembrar na manhã seguinte e passar para o plano tangível mas nunca sai. Cheguei a conclusão que serei a Alba del Valle, a garota que escreve sem papel. É paradoxal isso que eu estou vivendo, estou lutando para entrar na faculdade para aprender a fazer o que eu gosto e enquanto eu não entro eu tenho de deixar de lado o que eu gosto, paradoxo. Todo esse abandono de blog: paradoxo. Todas as aulas de matemática: paradoxo. Embora faça sentido porque o início de tudo isso, o início da motivação para entrar na faculdade, foi a minha necessidade de exteriorizar sentimentos e o vazio de palavras é porque eu estou lutando para não os ter. Sentimentos atrapalham seriamente uma mente focada em um objetivo, só mantenho o amor, que é essencial. O amor é o que me motiva a acordar cedo, passar tardes resolvendo bullshits sobre coisas que não entendo, a dormir tarde, a tirar forças de dentro de mim mesma e nunca me acomodar. Guardo meus sentimentos para ter mais força, mais racionalidade e concentração.
Eu procuro fazer a manutenção da minha felicidade todos os dias, aprendi a sorrir a cada vez que me supero nos estudos, cada vez que aprendo algo que não sabia antes me vejo mais perto da minha meta. É essencial estar feliz ao lutar por um objetivo. Tristeza não motiva ninguém.
A verdade é que eu sou Alba del Valle Trueba.  

domingo, 10 de julho de 2011

Make something that no one else has



"Well I won't guess
Whats coming next
I can't ever tell you
The deepest well
I've ever fallen into"

Feist, na próxima vida eu quero nascer você.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Cinema em casa! parte 2

E em um Corpus Christi e aniversário do meu avô eu resolvi que daria uns minutinhos de descanso do meu caderno e faria o meme de 10 000 mil anos atrás que a Renata querida do Lonesome Pumpkin me passou.
O meme é aquele dos meus 10 (ou pouco mais) filmes favoritos. Shall we?

O fabuloso destino de Amélie Poulain.

Ao final dos 117 minutos desse filme você certamente sairá com mais fé na humanidade. Certeza. A história dessa francesinha excentrica que vê prazer em resolver a vida alheia compõe com certeza o meu filme favorito com as cores mais bonitas, as palavras mais doces e as cenas mais cativantes da minha memória cinematográfica. É o algodão doce cinematográfico!

Tudo acontece em Elizabethtown.

Kirsten Dunst vive Claire e sua arte do desapego, da sinceridade e da surpresa. É aquele filme que você tira uma conclusão diferente a cada vez que assiste. Talvez muitos não vejam tudo o que eu vejo nesse filme mas quando o assunto é cinema a subjetividade é um fator importante. Eu mesma chorei na segunda vez que eu o assisti. Achei mais triste o fracasso do Drew e seu suicídio que ficou pra depois, mais dolorosa a morte do Mitchell e mais bela a homenagem com “Free Bird”. E um dia eu farei uma road trippin' como a do Drew, farei sim.

Maria Antonieta.

A Sofia Coppola divide com o Woody Allen o podium dos meus diretores favoritos e isso é realmente something porque apesar de ter cursado um técnico em produção multimídia e suas inúmeras aulas de história do cinema geralmente eu mal olho o nome do diretor, tanto porque sei que um filme é muito mais que um cara como porque geralmente o estilo do diretor nem sempre é muito marcante, salvo exceções. Enfim, como a Coppolinha é minha diretora favorita foi muito difícil escolher um só filme dela, não que ela tenha muitos, mas são todos lindos. Me decidi por Maria Antonieta por causa da Kirsten que está genial como essa rainha inexperiente e até alienada em meio a uma fotografia delirante e uma trilha sonora de chorar.

Brilho eterno de uma mente sem lembranças.

Você já quis muito esquecer alguém? Apagar as memórias que você compartilha com uma pessoa? E você sabe se essa pessoa também quer ser apagada? Isto é o que você encontra ao ver este filme que é no mínimo inusitado, daqueles que você se pergunta “de onde foi que veio essa ideia?”. Sim, quando vejo Brilho eterno estou exatamente onde eu queria estar. E ainda tem uma pontinha de luxo da minha queridinha, Kiki.

Adeus, Lenin.

Sabe aqueles filmes que o seu professor de geografia indica mas você nunca bota fé em ver? Você deveria tentar ver pelo menos esse. Um filme alemão sem a Kirten Dunst, só pra vocês não dizerem que só gosto de filmes com ela. Conta a história de uma senhora que entra em coma com o país de um jeito e sai dele em uma nova Alemanha que o filho tenta poupá-la de conhecer. É um roteiro genial. Vi este filme no ano passado e indiquei até mesmo pra um colega de classe com quem eu nunca havia trocado uma palavra sequer.

Correndo com tesouras.

Este é um filme sobre uma vida normal. Um adolescente vai morar na casa do psicólogo da mãe, isto é normal. A árvore de Natal está armada há 2 anos, isto é normal. Quebrar o teto da cozinha por precisar de espaço, isto é normal. Tudo é normal. Baseado em um livro maravilhoso de mesmo nome.

Meia noite em Paris.

Será que vale a pena ficar preso nos valores do passado? E nas suas memórias? Por que outra época parece melhor que a que você vive? O que sua geração tem de bom? Afinal, quais são seus sonhos? O Woody Allen sempre me deixa cheia de dúvidas... Desde o primeiro minuto você SABE que esse é um filme de Woody Allen mesmo sem vê-lo pessoalmente, só mesmo através do Owen Wilson que arrasou sendo o Woody. Este recém visto filme entra pra lista dos meus favoritos assim de cara.

O grande ditador.

Eu digo que o Chaplin inventou o cinema e vê se não discorda. Nunca vou esquecer que este foi o filme que eu vi assim que cheguei em casa depois da minha colação de grau do ensino médio. Depois de um dia desses ouvir o discurso final deste filme foi a melhor coisa que eu pude pedir. Como poderia haver tanta doçura no coração de um ditador? É uma pergunta que só o grande inventor do cinema consegue nos responder. Assim como aquele malandrinho apaixonado pela vendedora de flores em Luzes da cidade ou aquele operário maluquinho, Charlie sabe nos deixar apaixonados com tanta delicadeza com que critíca o mundo.

Labirinto.

Seria a maior injustiça do mundo se esse filme não entrasse aqui. Assim, ele era meu filme favorito dos 8 anos. Assistia a ele todas as tardes em VHS ainda mas como a fita era da minha tia eu tive de devolver um dia e ficar privada da cena mais linda da minha infância, aquela do baile ao som de “As the world falls down” de David Bowie, que arrasa muito neste filme. Sempre ficava pasma quando ouvia as crinças dizerem que o filme favorito delas era “A Branca de Neve” quando existia Labirinto por ai.

Star Wars.

Coloco Star Wars porque não sei escolher um só. Quer dizer, eu sei mas não tem graça assim. Star Wars é a história de guerra mais brilhante da galáxia. Uma ditadura interplanetária cheia de corridas de pods, sabres de luz, naves espaciais, criaturas estranhas e batalhas alucinantes, tudo isso regido pela Força.Tem como não amar?

Kill Bill.

Incrível como uma lista pode mudar a vida de alguém. Mais ainda se for uma lista de pessoas que você precisa matar. Minha estrela de Pulp Fiction de volta, 2 vezes mais agressiva, cumpre seu objetivo de maneira impecável, derrubando MUITO sangue, vencendo quase um exército. Ok, muita gente não concorda comigo mas ninguém pode discordar do brilhantismo desta saga de vingança e humor negro.

O Poderoso Chefão.

Tal filha, tal pai. Coppolão soube me fazer amar ainda mais o livro dos meus 12 anos de idade. O Poderoso Chefão é um clássico por motivos óbvios: é uma lição de vida. Sim, LIÇÃO DE VIDA. Ninguém que não viu esta saga está preparado para as dificuldades deste mundo cruel e violento. É assim na vida, esperteza é tudo.

Enfim, galera, são esses os meus filmes favoritos.
E pra quem não sabe minha ausência é por uma boa causa, eu estou batalhando muito pra entrar na USP então meu tempo está muito reduzido. Peço desculpas pela milésima vez e agradeço os comentários!



terça-feira, 31 de maio de 2011

Cinema em casa!

A minha história é que aos 11 anos de idade eu decidi que seria cineasta. Sim, eu seria uma diretora de sucesso e ganharia um Oscar. Nessa altura eu "trabalhava" com minha tia e tudo que eu ganhava ficava na locadora, principalmente nas prateleiras de ação. Um dia eu descobri a prateleira de dramas e nunca mais sai dela. Quando entrei no ensino técnico em produção multimídia desanimei bastante da profissão e parei de me ver como uma futura diretora. Mas apesar de tudo eu ainda tinha aulas de história do cinema! Aprendi a gostar verdadeiramente de cinema.
Bom, no vídeo vocês verão que minha prateleira não condiz com o que eu acabei de dizer mas é por falta de investimento mesmo.
Espero que vocês curtam o vídeo-meme da minha prateleira de dvds!
E peço desculpas pela pressa ao falar durante o vídeo, esse foi o meu 6º take, o que não foi nada agradável e esse é o motivo pelo qual eu demorei tanto a postar.



Considerações:

  • Normalmente eu não uso tanto a palavra "gostoso", não sei o que aconteceu com meu vocabulário durante esse vídeo.
  • Não, eu não chamei o o Adam Sandler de gostoso, só acho o personagem bastante agradável.
Indicações:
  • Eu indiquei a Gabi Petrucci que acabou postando o vídeo antes de mim :(
Na sequência vem o meme dos meus 10 filmes favoritos (finalmente! - tenham paciência comigo, ano de vestibular não é fácil....).

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Oi, prima!

Tudo bem?
Como você acabou de chegar ao mundo ainda deve estar meio confusa. Vou te contar algumas coisas que acho importante que você saiba desde já e te deixar a par do mundo onde você veio parar, tá bom?

Enchentes em Santa Catarina
Você nasceu em um ano bem diferente. Já aconteceu tanta coisa importante que até os adultos estão com medo, tudo meio apocalíptico. As chuvas de janeiro causaram muitas enchentes, o Japão foi abalado por um terremoto terrível, muitos tornados destruíram o sul dos Estados Unidos... a natureza está enlouquecendo, prima! Precisamos cuidar melhor de nosso planeta. Faça a sua parte: não jogue lixo na rua, não desperdice água. Use filtro solar, haha.

Atentados de 11/09/2001
Também já aconteceram algumas coisas incrivelmente tristes. Neste ano um cara meio perturbado entrou em uma escola aqui no Rio de Janeiro atirando em várias crianças, foi muito triste, muitas famílias não se recuperarão disso nunca. Há dez anos atrás um cara chamado Osama Bin Laden organizou um atentado terrorista terrível que destruiu 2 prédios matando 3 mil pessoas, a partir dai ele tornou-se o terrorista #1 e o mais procurado, desde este triste 11/09/2001 e só agora, dia 01/05/2011, dez anos depois, ele foi encontrado e morto, o que deixa o mundo sob tensão de novos atentados mas também um pouco aliviado e com um sentimento de justiça feita. Lá no Oriente Médio as coisas não estão muito bem também não: tá rolando uma guerra contra ditadores e ditaduras, sem contar as tropas americanas no Afeganistão e agora no Paquistão, todas coisas que você ainda é muito novinha pra entender e eu espero que quando você já tiver idade suficiente pra entendê-las elas sejam apenas história.
Casamento real

Mas o mundo não está perdido ainda. Em 2011 aconteceu um lindo casamento real: de Príncipe Willian e Kate Middleton. Isso animou muito os ingleses e trouxe esperança de uma nova relação entre a família real e o povo inglês. Daqui alguns anos eles serão rei e rainha da Inglaterra, tudo como nos contos de fada (vou te contar muitos deles ainda, espero que você goste de ouvi-los), outro fato que entra na história.

História, isso me remete a outro assunto que eu quero te inteirar logo agora. Daqui uns 4 anos você vai entrar na escola, até lá você já precisa saber ler, combinado? E no seu caso em duas línguas. Prometo fazer o meu papel de prima legal e te mandar muitos livrinhos e gibis da Turma da Mônica em português pra você treinar. As suas matérias favoritas precisam ser as humanas, mas eu te imploro pra que você não se descuide das exatas pra não sofrer depois como eu. Logo também você já terá idade pra falar com a família pela internet pelo menos então algumas apresentações serão feitas: sua família é de gente muito boa, pode confiar, prima.

Espero que sejamos muito amigas, sonho com você desde a época em que eu passei a entender o conceito de "primos". Acho uma pena que você não terá nenhum por perto pra te ensinar coisas legais, e por legais entenda-se o que a sua mãe considera "errado", então torço pra que você tenha muitos amigos por perto, mas também não se deixe levar e aprenda a pensar por si só. Seja uma pessoa de atitude, busque conhecimento e aprenda com seus erros. Seja independente e lute por aquilo que você acha certo mas sempre saiba a hora de parar, teimosia sem fundamento não é legal.

Bom, prima, seja bem vinda à este mundo, qualquer coisa é só me procurar porque estarei do seu lado sempre, mesmo que seja over the seas and far away.
Com amor, sua prima mais velha.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Sinceramente, um apelo.

Há algum tempo atrás, antes de começar a estudar, deixei clara a minha semelhança com a Monica Geller. A cada dia que se passa sinto isso mais evidente. Faremos uma análise rápida. Meu caderninho de anotar as tarefas do cursinho estava cheio de exercícios de tipo 3 semanas atrás então aproveitei o feriado pra eliminar isso. Consegui (ou quase) adiantar todas as tarefas apesar de ter sobrado aqueles que eu não sei fazer, logo os que eu mais preciso fazer, mas enfim, isso não interessa. O que interessa é que meu cérebro vai explodir, não por coma de cinemática ou eletrodinânica, não, a explosão será por culpa mesmo.
O que acontece é que esse atraso de tarefa abriu meus olhos pro fato de que eu preciso cortar algumas coisas que estão me tomando tempo, uma delas é a internet. Assim, ter de reduzir tempo na internet significa não ver as  atualizações dos meus blogs favoritos e principalmente não comentar neles. Uma das coisas que eu mais gosto do fato de ter um blog é ter feito amizades realmente legais através dele como as meninas da #mafiadascartas ou as Ursinhas Carinhosas, além dos papos via twitter com a @revasc, @mandyarruda, @taryzottino, @barraisah, @analubussular, @gpetrucci e mais outras pessoas maravilhosas. E esse corte de tempo online reduz também a amizade que eu não queria perder. É um dilema. Quando estou aqui na internet penso que deveria estar estudando, quando estou estudando penso que eu deveria fazer uma pausinha pra dar um oi aos amigos blogueiros. E descobri que estudar seriamente pra entrar na minha tão desejada Usp vai muito além das tarefas, é tipo um estilo de ano. Cada vez que eu sento na frente do computador me vem à cabeça a voz da minha mãe dizendo que essa é a minha última chance, sei que não é mas fica cada vez mais difícil de acreditar que não, ai me vem a culpa de não estar estudando, sim, isso é quase uma doença de vestibulandos.
Enfim, sem tagarelices. Se eu sumir um pouco mais que de costume estou estudando aloka, tentem lembrar-se disso e não se esqueçam de mim, please!
História antiga, quem curte?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

A música em movimento

A Renata lançou um meme-desafio na blogosfera que é escolher os 10 melhores clipes de todos os tempos. Oh my. Desde que eu queimei o arroz porque me distrai com a MTV a TV na cozinha foi abolida e desde esse dia não paro mais pra ver clipe nenhum mas apesar das fatalidades tenho um enorme estoque de clipes de 2010 pra lá que eu posso escolher e dentre esses vem sendo uma tortura sem fim escolher 10, ou 12 como fez a autora do meme. Tagarelices à parte escolhi meus 10 clipes favoritos (depois de uma eternidade, diz ai, a blogosfera inteira já fez esse meme, mas vida de vestibulanda não é fácil). Claro que ficaram mais ou menos restritos às minhas bandas do coração apesar de toda uma tentativa de democracia. E me empolguei tanto que continuarei postando clipes e incluindo o link na aba chamada "música em movimento", legal?
Acho que acima de tudo esse meme tem o intuito de mostrar o meu gosto musical (meio indie - meio suspeito) ao mundo blogueiro. Bom, vou avisando que escuto coisas que ninguém conhece, então, oi, muito prazer!

AVISO #1: Se você não quiser ver meus clipes, ok, mas por favor veja esse porque quase ninguém conhece, o que é heresia afinal é um clipe lindo demais, fofo e da minha banda favorita. Death Cab for Cutie.



Grapevine Fires - Death Cab for Cutie
O clipe se passa em uma cidade que vai se destruindo por causa do fogo e pessoas tentando fugir, tudo muito melancólico e triste. Confesso que já chorei vendo esse clipe com essas pessoas tentando salvar o que podem do fogo e com esse final mega triste. Sou emo, prazer, Seth Cohen. Também indico Crooked teeth deles!
Dedicatória: Gabriel, o meu namorado que soube falar sobre o clipe melhor que eu em um post lindo no Song Sweet Song.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Calendário


Alguns dirão que hoje é seu dia, mas não, hoje é meu dia porque todos os meus dias são seus, meu amor. Feliz aniversário!


sábado, 9 de abril de 2011

Meet my books!

Bom, a Tary lançou esse meme e fui indicada pela Gabi Petrucci e pela Rafa, o lance é fazer um vídeo da prateleira de livros, um bookshelf tour, como definiu a Tary. Não tenho muitos livros em casa, muitos dos meus favoritos não se encontram nela e alguns que nela se encontram nunca foram lidos por mim mas pretendo mudar isso.

Podem me zoar, eu tenho voz de bebê mesmo, a culpa não é minha e garanto que pessoalmente minha voz é melhor.



Considerações:

  • Esse foi o quarto take. No primeiro a memória do meu celular acabou, no segundo além de acabar a memória um dos livros caiu no celular (foi engraçado teria deixado se a memória não tivesse acabado), no terceiro meu pai me chamou e eu dei um grito "já vou!" como não queria ensurdecer ninguém né, delete. Essa quarta tomada tem uma pausa, peço perdão, acontece que a reforma do meu vizinho às vezes parece atingir minha casa.
  • Reparem que eu mostro o livro "Senhora" e chamo de "Diva", sim, José de Alencar me traumatizou.
  • Acabei esquecendo de falar das revistas: tenho 52 exemplares de newsweek, fui assinante por 1 ano.
  • Atualmente estou lendo os livros da fuvest, na bolsa está "Iracema" do José de Alencar, próximo será "Memórias de um sergento de milícias" mais uma vez.
  • Não mostrei - e nem tenho vontade porque né - minha enorme coleção de livros didáticos e apostilas.


Indicações:

  • Indico a você que tem a voz melhor que a minha ou uma câmera melhor que meu celular ou mais livros que eu ou títulos melhores;
  • Renata do Lonesome Pumpkin e Vanessa do Caixinha de Opiniões.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Aula de redação

Na grade horária do cursinho pré-vestibular (Etapa) que eu faço existe uma aula chamada redação. A matéria é linda, claro, olha eu aqui escrevendo mas o professor... O professor de redação é o mais irritante da história dos professores irritantes, é tão sem gosto que perto dele novalgina é saborosa e mais tedioso que aquele documentário alemão que te mostraram na escola. Enfim, quem nunca teve o carma da melhor matéria com o pior professor aqui? No ensino médio eu tive sociologia com dois monstros, já tive história com professor que dava sono, shit happens.

Além de irritante o professor de redação é lerdo na matéria. Eu assisti à 2 aulas, matei uma e agora na quarta aula a página de estudo ainda era a mesma. Tudo o que ele fala é presumível - ok, eu falo por mim, tem gente lá que faz cara de assunto novo e até pergunta coisas. Nesse caso, as aulas seriam muito mais legais com o professor dando dicas e até mesmo escrevendo junto com a turma, passando exercícios pra galera pensar e falando sobre atualidades e cultura, coisas pra enriquecer nosso texto mas olho pra cara dele e tenho vontade de dormir.

No ano passado, durante essas aulas de redação, eu aproveitava o tempo pra outras coisas como ver aulas de outras matérias na sala do meu namorado ou ir "estudar" outra matéria com a Dani. Não sinto peso nenhum em dizer que se durante ano passado vi 5 aulas dele foi muito  porque não foi redação que não me fez passar, foi aquela questão anulada que eu havia acertado ou então aquela de física que eu não soube resolver e com certeza aquela prova potencial de linguagem arquitetônica, além e acima de tudo foi Deus (o que eu estaria fazendo se estivesse cursando design, me diz).

A situação é a seguinte, ano passado eu trabalhava das 8:00 às 17:30 e ia pro cursinho já cansada e completamente estressada então me dava o direito de escolher não participar dessa aula com o professor irritante e conteúdo previsível (que eu tenho consciência ser uma das matérias mais importantes do vestibular) mas agora não, nova situação novas regras. Eu estou só estudando (como se estudar fosse "só") então perdi totalmente esse direito. Vou sentar lá na cadeira de mente presente e engolir a chatice do professor, dar o meu melhor ao fazer as redações propostas e continuar estudando matemática em casa só pra garantir. Inclusive esse ano vocês verão muitas das minhas produções vestibulandas por aqui. Considerarei essa aula pagamento de pecados.

domingo, 27 de março de 2011

Gene do Desastre

Com a biologia aprendemos que um ser humano tem 46 cromossomos, 23 alelos vieram da mamãe e 23 do papai, juntando os dois você tem um gene que pode ser homozigoto (AA, aa) ou heterozigoto (Aa) de caráter recessivo (aa) ou dominante (Aa, AA). Genetiquês a parte, todos quando param em frente à um espelho maldizem aquele "A" maiúsculo que ganhou da mãe que veio fisicamente traduzido como um belo de um narigão no meio da cara ou aquele "a" minúsculo do pai combinado com o "a" minúsculo da mãe que gerou esse lindo cabelo. De um jeito ou de outro a genética ferrou à todos nós, não tem como negar, e se alguém um dia me perguntar qual é a maior causa de cirurgias plásticas minha resposta será "crappy genes" e não "a sociedade moderna" como qualquer um gostaria de ouvir - não que eu seja a favor de plásticas, só digo que entendo as razões de quem faz.

Sendo espectadora da vida já há 18 anos não pude deixar de reparar que alguns comportamentos também parecem ser transmitidos em nosso DNA então decidi assumir essa teoria. Pelo menos os meus traços mais marcantes de comportamento  vieram dos meus progenitores. Claro que o comportamento é um fenótipo (quando a ação do ambiente "modifica" o jeito que um gene expressa uma característica, por exemplo quando ficamos morenos de sol) da convivência porque desde criança nossos pais ditam as regras, as coisas que devemos fazer a torto e a direito. Acredito que seja assim: gene + convivência social + educação = comportamento.

Enfim, minha mãe não tem organização nenhuma; física, mental, nenhuma. As frases dela muitas vezes são códigos ("pega o coiso lá na coisa preta do quarto", "derrubei um negócio, traz a coisa de limpar") que muita gente não entende, ela chega do trabalho e joga roupas no chão do banheiro, deixa a bolsa na cozinha, gavetas abertas e ainda tem a cara de pau de reclamar quando eu uso a pasta de dente e deixo destampada. Ela nunca sabe onde as coisas estão, é desastrada e desorganizada. Isso definitivamente foi parar em suas células germinativas.

Herdei na minha carga genética o alelo dominante para o que eu chamo de Gene do Desastre. Ele se manifesta em mim sob o seguinte enunciado: se uma coisa errada ou muito bizarra for acontecer ela acontecerá comigo; se existe a possibilidade de quebrar algo, machucar o joelho, tropeçar num degrau, sujar a roupa com comida, derrubar alguma coisa com certeza serei eu quem irá aproveitá-la. Eu bato a porta da geladeira no meu pé 5 vezes por dia, prendo a manga da blusa na maçaneta da porta pelo menos uma vez por semana, já estraguei roupas por cair na lama, já estraguei toalha de mesa por derrubar alguma coisa que não sai, já quebrei o pote de bolacha e cortei a testa com o vidro dele (e isso foi com 6 anos, só o início da carreira). Meus joelhos, braços e coxas vivem com hematomas roxos e impossível você me encontrar na rua e não reparar no meu novo corte na mão. Também sou distraída. Mas mãos aos Céus só herdei a parte desastres, a parte bagunça ficou todinha no quarto da minha irmã, beijo Érika. Obrigada por isso, mãe, seus genes são ótimos, viu?

Agora, me diz, já existe plástica no DNA, se sim, vou precisar.

Ps: Mãe, essa era pra ser uma homenagem de aniversário mas parece que herdei mais da sua organização mental do que gosto de admitir. Anyways, Feliz aniversário uma semana adiantado! :)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Bolo pré pronto

O otimismo e a realidade não são muito amigos porém a relação desses dois é de amor quando comparada à relação entre o otimismo e o passado. Já vivi o bastante para perceber que o otimismo tem suas limitações que muitas vezes coincidem com uma lembrancinha do passado. Mesmo a pessoa mais otimista do mundo tem suas limitações. Quem nunca ouviu a frase "eu sei fazer bolo mas só os de caixinha, fazer do zero nunca deu certo" ou "nunca vou acertar o bastante para passar no meu curso, no último simudado só acertei 50%" ou "estudei isso mas aposto que não vou lembrar, foi há muito tempo atrás"?  Estão vendo, otimismo limitado.

Não vou me crucificar pelos horários que já burlei, não vou me importar com as pessoas do cursinho que não vão com minha cara e gostam de me ignorar, não vou deixar de dormir minhas 8 horas por noite para colocar as coisas em dia, não vou ficar neurótica até pelo menos o meio do ano. O importante é que eu vou me adaptar aos horários, farei novos amigos, deixarei meus estudos em dia e eventualmente ficarei neurótica (isso não dá para evitar). E não importa que o aconteça, from now on I'm gonna be bright and shiny...

Minha proposta (da série "me tornando uma pessoa melhor") é esquecer o passado, esquecer tudinho. Agora não importa se o bolo não deu certo, se eu só acertei 50 e a nota de corte foi 50 ou se meus conhecimentos estão perto da validade. O presente está aqui e tudo o que eu preciso é enfiar a mão na massa e botar o bolo pra assar com todo o meu otismismo, serei tão otimista que os dentes alheios doerão. Com a realidade eu lido depois, o que eu quero agora são sorrisos e palavras de estímulo, tenho certeza que pra quase tudo tem-se o devido remédio, inclusive pro fracasso. Meu copo não está meio cheio, está transbordando de otimismo.



segunda-feira, 14 de março de 2011

Minhas viagens de Carnaval

Há mais ou menos 1 ano atrás eu fiz estágio em uma agência de fotojornalismo chamada Futura Press. Essa agência fica, de ônibus e metrô, a 2 horas e alguns minutos da minha casa então por isso o estágio foi só um estágio e não se tornou trabalho, pra falar a verdade eu gostaria de trabalhar por lá mas essas viagens - ida e volta - de 4 horas e as longas jornadas de trabalho aos sábados, domingos e feriados, o que me impossibilitaria de colocar os estudos em dia, me impedediram de pegar o emprego fixo por lá. Sim, o verbo TO COMMUTE foi feito para mim nessa situação. Quando meu estágio terminou fui trabalhar em um escritório de contabilidade em frente de casa, profissão nada a ver, mas trabalho perto (do outro lado da rua).

Enfim, apesar de ter saido de lá em algumas datas importantes e movimentadas, jornalisticamente falando, eu volto lá como free lancer. Foi assim nas eleições no ano passado e foi assim nesse carnaval. Trabalhei lá nos dias 05, 06, 07, 08, 12 e 13 de março das 10:00 às 19:00. Como já disse que levam duas horas e pouco para chegar lá em Jaguaré City vocês já fizeram as contas que saí de casa às 7:30 da manhã e cheguei às 21:30. Pra quem não conhece minha linda São Paulo, aqui vai um maps:



Minhas viagens de Carnaval foram essas, sair da Vila Cisper (A) e chegar em Jaguaré City (B), sair de Jaguaré City e chegar na Vila Cisper. Chegava em casa o bagaço, nem isso, chegava em casa o bagaço processado e peneirado. Mas por mim tudo ok porque eu gosto de me sentir viva e trabalhadora, sem contar na gratificação de pensar que estava fazendo parte da imprensa e jornais levariam as fotos que eu ajudei a editar e vender, isso pra mim é uma coisa incrível, sem contar que pude rever os amigos queridíssimos (zoar a irmã vai pra minha lista das melhores coisas do mundo) e dar muita risada.

Para voltar pra casa pego ônibus em frente a um supermercado, o que significa movimentação. Movimentação, vírgula, nos dias em que o mercado estava aberto: sábados e segunda-feira, véspera de feriado. No domingo e na terça-feira, feriado de Carnaval, ficamos eu e o monte de feno rolando pela rua totalmente deserta.

Fui criada por uma fã do Datena, um jornalista que nem é sensacionalista. Minha mãe vê perigo em tudo e onde não tem ela imagina. Uma rua deserta é o cenário ideal de um crime, aprendi isso de criança lendo os livros da Coleção Vagalume. Talvez eu tenha herdado isso dela, uma imaginação fértil para crimes. Ou talvez eu já tenha lido muitos livros do Mario Puzo.

No domingo fiquei nesse ponto sozinha por 40 minutos porque o damn ônibus não aparecia de jeito nenhum. Cada carro que passava era um minuto de respiração a menos para os meus pulmões. Já imaginava a cena do meu corpo boiando na represa, assim mesmo, Mércia Nakashima feelings ou o menos pior, um capitão da areia vindo me assaltar. Passei os 40 minutos, desculpem a expressão, com o cu na mão. Quando eu vi aquele Metrô Vila Mariana virando a rua uma lágrima de felicidade brotou nos meus olhos.

Já na terça, antes de ir embora joguei no ar o meu medo de ficar sozinha no ponto mas como ninguém podia sair do trabalho fui condenada a mais 40 minutos de terror. Nesse dia eu estava resignada não deixar o medo me dominar então a atitude mais sensata a tomar era a de pegar o primeiro ônibus que passasse, não importa correr o risco de assalto no metrô Marechal Deodoro, metrô é metrô, melhor que ponto de ônibus no fim do mundo. Estava lá firme e forte, com uma garrafa de água na mão, pronta para ser usada na cabeça de qualquer um que mexesse comigo, vigiando os lados e principalmente a rua de onde o ônibus sai. Minha concentração na rua do ônibus só oscilava quando era o tempo da vigilância contra capitães até que eu senti algo que mandou garrafa de água, resignação, controle de medo e escambal para o inferno. Senti um pesinho no pé, assim, subindo pra boca da calça daí tive a reação comum: olhei para o meu pé pra ver o que estava causando esse peso. Seria melhor não ter olhado. UMA RATAZANA ESTAVA EM CIMA DO MEU PÉ, e o pior, pronta para uma escalada.

Quando eu vi o bicho tive aquela reação básica de menininha, dei um pulo pra trás e gritei. Nesse momento o pânico da situação + o medo da rua deserta + raiva do ônibus que estava demorando me atacaram de vez então é óbvio que eu comecei a chorar. Chorar muito. E ainda vem o pior do pior, um dos colegas de trabalho ia passar lá no ponto porque ele foi em casa buscar alguma coisa. Sabe aquela vergonha alheia de si mesmo? Que situação: um rato subiu no meu pé e eu fico chorando feito boba? É claro que ele não podia ver aquela cena mas só de pensar que eu precisava parar de chorar me fez chorar mais. Quando enfim controlei o choro ele passou e eu contei a história pra ele toda descontraída, "dá pra acreditar?", como se toda semana tivesse um dia do rato no pé. Claro que depois disso deixar o pé no chão por mais de 3 mississipis estava totalmente fora de cogitação.

Um ônibus apareceu e eu pulei pra dentro mesmo correndo o risco com os capitães da areia, melhor ataque humano que ataque de ratos. Sentei na poltrona, peguei o celular, apertei aquele botão verdinho e do outro lado escutei a voz do namorado. "UMMM RAAAAATO SUUUUBIU NOOOO MEEEEEEEU PÉÉÉÉÉ!" e mais lágrimas precisariam ser controladas.

Cheguei em casa, depois de 2 horas mordendo a bochecha por dentro e cutucando os cantinhos das unhas. Minha mãe pergunta "tudo bem?" e lá fui eu mais uma vez "NÃÃÃO, UMMM RAAAAATO SUUUUBIU NOOOO MEEEEEEEU PÉÉÉÉÉ!". Dessa vez não fiz questão de controlar lágrima nenhuma. Arranquei a calça, o tênis e mandei lavar tudo. Mamãe veio com chazinho calmante.

Claro que sábado foi o dia de falar do ocorrido para todos do trabalho e torcer que uma alma tivesse a bondade de me acompanhar no ponto de ônibus no dia seguinte. Todos riram da minha cara, até mesmo eu ri mas de volta a cena do crime não parei de vigiar o chão, perderia o ônibus mas não perderia de vista qualquer animalzinho, uma folha de árvore se mecheu com o vento e eu dei um pulo, imagine a tensão!

Minha apreensão veio forte no domingo. Mas a Fernanda, irmã, fez a fofura de ficar comigo no ponto de ônibus me protegendo de ataques de ratos malignos (me preocupar com capitães da areia pra quê, né?). E em falar em fofuras e gentilezas, a RosÂngela fez lanchinho para todo mundo. E mais uma vez o dia foi salvo graças ao Team Futura. (yaay Loucura Press)

***
Gente, essa semana estive meio ausente mas cá estou mais uma vez. Queria dizer que a #mafiadascartas está me enchendo de orgulho, já recebi 2 cartinhas. E já que o Etapa (chupa!) começa hoje tenham paciência em relação as respostas dos comentários de vocês, Google Reader tarda mas não falha.
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