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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Comer, Rezar, Amar

Elizabeth Gilbert nasceu em Waterbury, Connecticut, USA, no dia 18 de julho de 1969. Ela cresceu em uma fazenda de árvores de Natal onde não havia tv ou rádio então sua distração era ler e escrever contos com sua irmã mais velha. Formou-se em arte e em ciências políticas na New York University e trabalhou como cozinheira e garçonete antes de entrar para o jornalismo através de uma revista. Como jornalista tem seus trabalhos publicados pelas revistas SPIN, GQ, The New York Times Magazine, Allure, Real Simple e Travel + Leisure. É autora de Comer, Rezar, Amar; Comprometida; Pilgrims; The Last American Man e Stern Men. Passou por um divórcio complicadíssimo e logo envolveu-se com um ator anos mais novo com quem conheceu uma Guru e a filosofia indiana que trouxe a yoga e a meditação à sua vida, seu amor e sua busca a Deus são fatores super presentes em seus livros.

Comer, Rezar, Amar é o relato do ano pós-Divórcio, pós-David de Liz Gilbert. É totalmente real: ela realmente passou 4 meses comendo pasta e aprendendo italiano na adorável Itália, 4 meses rezando/meditando na Índia e 4 meses equilibrando tudo isso na Indonésia. Juntando tudo temos em mãos a jornada espiritual de auto-conhecimento de nossa heroína vivida no cinema por ninguém menos que Julia Roberts. O livro vendeu 4 milhões de cópias no mundo e ficou 199 semanas ( 3 anos e 10 meses) na lista de best-seller do The New York Times.

Livro

Eat, Love, Pray foi o meu segundo livro de 2011, o primeiro livro que li original e integral, no inglês, e é um exemplar lindo em papel jornal que comprei na Livraria Cultura como meu presente de Natal e emprestei pra Gabê. Resolvi ler porque achei o trailer do filme tão bonitinho e sempre me arrependo de ver um filme antes de ler o devido livro. E também porque encontrei com MUITA GENTE lendo no metrô, o que é realmente um milagre para Zona Leste de São Paulo, e resolvi encarar logo apesar das muitas críticas que ouvi, afinal se o povo deixa de dormir no metrô para ler deve ser um livro bom. Não me arrependi.

O livro é subdivido em 3 livros: Italy - Persue for pleasure or Say it like you eat it, India - Persue for devotion or Congratulations to meet you & Indonesia - Persue for balance or Even in my underpants I feel different.

A minha parte favorita do livro foi a Indonesia, o lugar no qual ela se dá conta que precisa elaborar uma rotina nova e encaixar os novos elementos que foi juntando por onde já passou e também porque é o lugar onde ela se apaixona. A parte que eu menos gostei foi a Itália. Lá, na maior parte do tempo, o livro é realmente sobre comida, apesar disso, gostei de como a Liz driblou a depressão, saiu dos anti-depressivos, de como não sentiu nenhuma culpa ao comer sem parar - sem mesmo ligar para os 28 kilos que engordou - e não ter tido absolutamente nenhuma rotina ou obrigação além de aprender italiano e ler uma notícia por dia no jornal. A Índia foi legal de ler no sentido auto-ajuda (podem me julgar mas eu curti muito). Estou aplicando em minha vida o controle de pensamentos que eu descobri ser possível graças ao Richard from Texas, agora meditação não é comigo, aquietar minha mente é uma coisa incrivelmente difícil para mim.

Foi um livro que me acrescentou muito como pessoa e me fez repensar algumas atitudes que eu tenho em relação ao mundo e até me mudou em alguns aspectos como a disciplina, essa coisa de fazer o que eu me proponho. Além disso, aumentou minha vontade, que já não é pequena, de conhecer o mundo. É uma leitura que eu recomendo.

Filme


Dog days are over, dog days are done now

Confesso que sou muito exigente em relação aos filmes baseados nos livros que eu li e assim que terminei o livro fiquei muito ansiosa para assistir à sua versão cinematográfica pensando em como aquele tijolo de 450 páginas seria adaptado para um filme de 2 horas e tenho de assumir que fiquei muito contente com o resultado principalmente porque em algumas partes o livro é parafraseado mesmo, o que está escrito no livro é narrado no filme pela Julia Roberts, atriz que achei perfeita para o papel. Claro que é impossível levar ao cinema tudo então algumas personagens ficaram de fora e algumas adaptações foram feitas, por exemplo: no livro ela dedica a gurugita ao seu sobrinho Nick e não a Tulsi cujo casamento não acontece.

No filme eu me apaixonei pela Sophie e tive mais respeito pelo David. O meu favorito, Richard from Texas me decepcionou um pouquinho, a Deborah que tanto queria ver não apareceu assim como as Ketuts adotadas pela adorável Wayan. O Ketut Liyer foi puro amor. Adorei também as cenas com o ex-marido e a montagem do divórcio.

As minhas críticas são em relação ao melodrama introduzido na história através do Richard from Texas - quando conta a história de seu divórcio e de seu filho - e no casal Liz & Felipe que no livro foi uma coisa leve, doce e natural sem nenhuma discussão como aquela cena super dramática me-encontre-no-cáis-ao-pôr-do-sol. Mas o meu maior incômodo foi, de longe, a escolha do Javier Bardem, o novo queridinho de Hollywood, para interpretar o brasileiro Felipe. O Bardem não fala portugês direito, não impressiona com sua atuação e não é o brasileiro de 52 anos que ela descreve no livro. Que idéia é essa de que latinos são todos iguais? Juro que ao ler imaginava como Felipe alguém como o nosso galã José Mayer. No Brasil temos muitos atores bons então pra quê importar um brasileiro falso, hein?
Bardem brasileiro, hein?

11 comentários:

Gabriela Petrucci disse...

Eu tenho o péssimo hábito de pegar birra de best-sellers. :x

Luciana Westphal disse...

Ola, Parabenizanodo mais uma vez a sua escrita, rs *--*
Falando sobre as meditacoes, HAHAH retiro as suas palavras e as pego pra mim, me aquietar em quqlr sentido nao eh coisa pra mim... rs
Mas pela sua resenha parece muito legal heeeim?
Vou da uma procurada.
beijos querida ate mais!

She came from hell disse...

Já ouvi tanta gente criticando tanto o livro como o filme que perdi a vontade de ler. Quem sabe assista o filme. Bom post :*

Gabriel Pozzi disse...

oi meu amor.
blah, como vc sabe, não gostei muito do filme, gostei de assistir juntinho com vc, mas achei meio "ok, vc viajou, agora volte para sua pokebola".
não é uma história incomum, vamos assim dizer, para fazer um filme. O romance é como qualquer outro de qualquer filme romantico, a parte gastronomica que parece ter uma função especial no livro é resumida no filme como "to comendo até explodir", e a parte que ela entra nesse processo de auto-ajuda, com as meditações e etc, é a mais interessante, mas ainda assim é meio zzzzZZZZzzzZZZZ

acho que a obra funciona bem como um livro, apesar de não ter lido, pois é uma experiência pessoal, um relato da vida da Elizabeth, isso interessa a quem gosta de ler, e confio na sua crítica de que é um bom livro... mas como filme...... :(

bjs mor, espero que esse post puxe tantas pessoas pro seu blog qto o de melancia!! :)

Rafaela disse...

Olá, Rúvila!
Adorei o seu blog! Nunca li, nem assisti, "Comer, Rezar, Amar", mais por falta de tempo do que de vontade mesmo... Mas, agora você me deixou com mais vontade ainda, sniff sniff.

Tô te seguindo e te coloquei no cantinho do meu blog! ;)

Beijos.

Luisa Pinheiro disse...

Javier Bardem é Javier Bardem, mas sabe que nunca senti muita curiosidade dessa história? Sei lá, nunca me apeteceu :(

Renata disse...

Oi. :) Eu sei que você já comentou alguns posts meus e daí eu vim aqui agora ver. Tenho que dizer que achei seu "estou tentando ser uma pessoa melhor" muito legal. Porque esse é o meu lema em 2011, acho divertido que mais alguém além de mim queira ser uma pessoa melhor. No mais, não li seu post porque não vi o filme nem li o livro, então tou tentando não ler spoilers. Mas tenho que te dizer que lendo seu post sobre nome de sabonete lembrei que eu já comi um pedaço de sabonete. Que era de macadâmia. E sabe, não resisti. Pena que tinha mesmo gosto de sabonete e não de macadâmia. :(

Gostei daqui.

Beijo. :)

Deyse Batista disse...

Assim como a Gabi, eu perco interesse nos livros assim que viram best-sellers; se já li antes disso, ok. Se não, não leio mais. Por isso só assisti ao filme e tenho que dizer que é o tipo que te dá vontade de largar namorado, família e faculdade pra fazer exatamente a mesma coisa, haha. Mas eu super concordo com você: nunca vi brasileiro mais falso. Hunft.

Beijos!

Kamilla Barcelos disse...

Até hoje não tive coragem de ler esse livro. Motivo: todos que vem me falar desse livro me fala dele como se ele fosse o melhor livro de suas vidas. Provavelmente eu iria superestimá-lo e me decepcionar. (loucura, né?) hahaha
Não vi o filme, porque não gosto de ver antes de ler o livro, é quase um círculo vicioso. Mas o Javier Bardem #venimim, viu? hahaha

Amanda disse...

Estou curiosíssima para ler esse livro! Uma colega minha de faculdade leu e disse que foi um dos melhores livros que ela já leu! Ou seja, né? Deve ser bom mesmo! :)
Assim como você, não gosto de ver o filme antes de ler o livro. Então vou esperar um pouco para ver a linda da Julia Roberts ahazando na telinha. :)


Beijão!

Luana Pagung disse...

Eu também gostei bastante do livro, me acrescentou como pessoa. E apesar de ter gostado do filme, achei-o bem inferior e fraco comparado com o clima e mensagem do livro.

Bacana seu blog, gostei .__.

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