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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Por um eu menos passivo-agressivo

“There is a land called Passiva-Agressiva and I'm their Queen” MONTGOMERY, Addison.

Compartilho com ela e outros inúmeros personagens essa característica mais comum do que vocês imaginam. Se existe uma característica que me torna “eu” é a passivo-agressividade.

Agora vocês estão se perguntando “Como é uma pessoa passivo-agressiva?”. Elementar, meu caro leitor. Todos conhecem alguém assim. Sabe aquela pessoa que não fala nada e acaba conseguindo o que quer? É por ai.

O meu problema é ser portadora de uma variação auto-destrutiva dessa característica, o que me incomoda muito. Eu não consigo expressar sentimentos de reprovação/ raiva sobre o mau comportamento de alguém então vou acumulando uma raivinha interior que, como eu não consigo fazer a tal pessoa parar com o comportamento que me incomoda, vai aumentando aumentando e aumentando até o ponto em que eu não consigo mais dirigir a palavra a essa pessoa. Pode parecer confuso mas na vida real é bem fácil de entender. Por exemplo: o vizinho deixa o lixo no meu portão, ao invés de reclamar com o vizinho eu afasto o lixo todos os dias e vou ficando com raiva crescente até que eu não consiga mais olhar pro maldito do lixo no lugar errado.

E este problema fica pior com a convivência. Quanto mais próximo é o amigo mais difícil se torna confrontá-lo. Não sei se é o medo de magoar a pessoa, falta de coragem, falta de tolerância da minha parte ou a dificuldade em perceber o que eu estou fazendo (juro que é involuntário e se estou falando sobre isso agora é porque fiz uma grande análise da minha vida nos últimos tempos), só sei que quanto mais eu engulo a reprovação, pior fica a amizade.

Acho que eu espero demais das pessoas. Espero que elas percebam que a minha mudança de atitudes para/com ela tem a ver com as atitudes que elas têm e com isso elas ativem o bom senso. Mas essa história de bom senso anda desgastada e ele anda bem em falta no mercado.

De um jeito ou de outro, espero que em 2012 eu consiga praticar mais essa história de falar o que eu penso/sinto mesmo que ofenda o próximo. Se cada um tem o seu espaço, o meu também deve ser preservado e, além disso, levar desaforo pra casa dá câncer.



12 comentários:

Alessandra Rocha disse...

Ai Ruvis! Sofro dessas também, mas no meu caso acho que é de família, meu pai é igualzinho... Já minha mãe não, minha mãe explode,xinga, fala tudo o que tem pra falar na hora. As vezes queria ser como ela, mas é mais difícil do que aparenta. Creio que pra minha pessoa não éasssim tão ruim, mas não sei... Ainda não parei pra analisar minha vida e, nem sei se quero na real hahahahah

Mas te desejo boa sorte com essa meta, por um mundo menos passivo-agressivo (:

Larissa L. disse...

Adorei, Ruvs!
Eu já sofri muito com isso também, na minha república eu tinha esse comportamento de 'afastar' as coisas ao invés de falar, esperava o bom senso, mudanças... até falava de uma forma menos agressiva... Isso me fez tão mal que chegou ao ponto de eu ter que mandar a menina embora, pq além da minha fraqueza ou falta de tolerância, também existia a folga dela que só crescia...!
Eu consegui, Ruvs! Vc consegue sim! Viva de modo a se agradar, porque pra agradar os outros e dps ficar mal é um passo!
Beijossss!

Larie disse...

Menina, também sou assim! :O Fico guardando uma raiva que faz muito mal e me corrói por dentro e isso acaba gerando um sentimento de 'necessito de distância desse dito cujo pra ontem'. Só que há uma diferença, no final eu explodo e mando a pessoa à merda. :P

beijos :)

Steh disse...

É horrível, né? A gente fica guardando e guardando... O problema é que a gente guarda tanto que pode explodir um dia.

Eu acho que você tem mesmo que falar. Que seja com jeitinho, que seja uma indireta, mas que seja!

Boa sorte :)

Gabie disse...

Nossa, Ruvis... eu sou assim tbm.. :(

Ana Luísa disse...

Puxa vida, Ruvs! Sem bem como é isso, de se irritar, mas ir guardando, sem fazer nada. Ai eu resolvi que quando dá pra pessoa mudar de atitude, eu reclamo. Quando não dá, tipo, sei lá, aquela coisa que te irrita, mas que simplesmente é ad pessoa, sabe? Ai eu não falo e respiro fundo! Quanto acordo com frio e pé esquerdo complica, mas geralmente funciona! Mas conversar é sempre a melhor solução!

Milena M. disse...

Tive que pensar uns bons minutos sobre isso. Acho que eu tô perto do equilíbrio nesse quesito.
Já levei muito desaforo pra casa. Muito mesmo. Posso listar dezenas de situações em que eu engoli a raiva e tive que sair de perto porque ela tava voltando em forma de lágrima.
Mas quanto mais próxima é a pessoa, mais à vontade eu me sinto pra falar o que penso. Quando é amigo, falo na hora, sem guardar nada.
Mas ainda tenho que trabalhar com relação a desconhecidos.
Acho que você tem que tentar falar mais, porque senão daqui a pouco tem várias pessoas achando que podem fazer o que bem entender com você. Nada disso!
Beijo, Ruvis!

Srt . Vasconcelos disse...

Pra começar quero dizer que estou começando a seguir seu blog hoje. Espero que faça o mesmo por mim.
Adorei seu texto. Comigo acontece uma coisa parecida. Eu aguento, aguento, aguento, aguento muiiiiiiiiiito. Ai eu puff, explodo e falo tudo na cara da pessoa, tanto que ela nunca mais olha pra mim kkkkkkkkkkk

Sempre me acontece. Pior que eu sou um doce, aguento td, e do NADA, viro uma grossa e falo tudo na cara.

Estou tentando mudar.

Thamy disse...

Isso é um problema, mas se tu quiser pode tentar mudar isso aos poucos, tentando mostrar sua insatisfação para coisas inanimadas e depois passa para as coisas vivas, vai ser revigorante

Beijos!

Gabriela, disse...

Eu sou dessas que conversa. Tem uma coisa me incomodando? Eu converso. Sempre vou achar que a conversa muda tudo. Se as pessoas conversassem mais umas com as outras, o mundo seria outro.
Até com o vizinho eu conversaria. hahaha
Tenta, Ruvs. Ajuda muito!
Beijo.

Gabriel Pozzi disse...

mo, sinceramente, não acho que seja um defeito tão grande assim como tá sendo tratado!
o que eu quero dizer é que há o lado bom... sabe aquela frase que eu costumo dizer? "A verdadeira franqueza consiste em pensar em tudo o que se diz, e não dizer tudo o que se pensa". Então, é do Victor Hugo, e eu concordo muito com ela. Veja que uma pessoa "passiva-agressiva" jamais corre o risco de sair dizendo tudo o que se pensa... se vc chegar ao ponto de falar com alguém, é porque já digeriu isso o suficiente pra não desabar em cima delas várias coisas que podem fazer você perder a razão, independente da situação...
a grande desvantagem é o rancor que cresce, mas eu prefiro trabalhar em "sumir com o rancor", do que sair "falando o que pensa".
de verdade.

palavras machucam, se vc soltá-las inapropriadamente você pode até conquistar esse seu "espaço preservado", mas vai perder MUITO, MUITO mais com uma pessoa que importa...

e não precisa ser falsa pra isso... só to achando que parece aqui que vc quer mudar de "passivo agressivo" para "ativo agressivo", e acho que há outros caminhos, como por exemplo, esquecer a parte da agressividade...

eu sei, eu sou bonzinho e me ferro as vezes por isso, mas nunca me arrependi... pq no final das contas, pelo menos eu vou dormir sabendo que não fiz nada de errado ou de mal para a outra pessoa...
se ela fez pra mim, ela que carregue esse fardo pra casa.

Gabriela P. disse...

EU. SOU. ASSIM. EXATAMENTE. ASSIM.
Eu sou tão assim que a minha relação com o meu pai é uma bosta por causa disso.
Essa é uma coisa que eu tenho que mudar, também. Eu engulo muito sapo pela boa convivência e só pioro as coisas.

Que nós consigamos trabalhar isso em 2012, Ruvs!

Beijos! <3

ps: tô esperando seu email sobre a semana do bixo!

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