Páginas

Mostrando postagens com marcador begin your journey and do not skip ahead. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador begin your journey and do not skip ahead. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de agosto de 2012

Por que escolhi jornalismo?

Na maioria dos dias eu esqueço porque optei por esse curso. Sério. Me pego lendo algum artigo ou vendo uma aula na qual bombardeamos a grande mídia com críticas ferozes (e com muita razão). Penso que vivo em um país no qual as pessoas mal leem o panfleto da pizzaria e nesse mesmo país, a novela, cujo final todos já sabem, tem mais audiência que um programa interessante e inteligente que passa no mesmo horário. Pra falar a verdade, nem é necessário ter diploma pra exercer a profissão de jornalista (o que eu rezo muito pra mudar, VAMOS LÁ DEPUTADOS!). Por que alguém em sã consciência optaria por uma profissão na qual não existe feriados, não há margem de erros, não é estável, não faz fortuna, etc etc etc??

Foi uma escolha totalmente sentimental.  Só pode ser amor. Desde que escrevi meu primeiro info na Futura Press, a agência de fotojornalismo onde trabalhei, sabia que minha vida não seria mais a mesma. Tentei fugir, prestar outra coisa, buscar outros caminhos, o que todos sabem que não deu muito certo afinal hoje estou lá na USP estudando pra ser justamente esse ser estressado e altamente criticado. Agora não consigo me ver fazendo outra coisa que não seja escrever e passar alguma coisa interessante adiante.

Queria pensar que o jornalismo vai fazer uma grande diferença na vida das pessoas. Pode até fazer, claro, mas ou não é uma diferença muito grande ou não são muitas pessoas assim. Pensando assim por cima, o jornalismo é hoje uma coisa que está na vida de todos mas não como uma escolha de primeira necessidade. Falando do grande público, a informação caí no colo das pessoas através de uma invasão da TV e só. Nada muito profundo. Podemos considerar o jornalismo como o café da tarde: uma coisa que todos precisam mas quase ninguém morre de amores e muitos até pulam essa refeição totalmente underrated. (E, sinceramente, nem dá pra morrer de amores com esse jornalismo que a gente anda vendo por ai)

Não sou lá idealista (apesar de querer ser) a ponto de pensar - como alguns dos meus colegas de classe quando um professor expôs essa questão pra classe - que vou mudar o mundo. Se fosse pra isso acontecer, o William Bonner já teria feito. Mas sou idealista o bastante pra pensar que eu posso mudar o jornalismo. Sim, acho que ainda dá pra salvar e é por isso que eu vou à faculdade, estudo, pego optativas que me ocupam a tarde,converso com os colegas (que no fundo tem esse mesmo desejo mas ainda não sabem)... Tudo isso em busca do jornalismo interessante.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cinema em casa, parte 3

O texto mais lido do meu blog é o “Cinema em casa, parte 2”Para escrever esse texto, eu me retorci de agonia por não poder escolher (muito) mais de dez filmes. Sofri por meses pra decidir entre os finalistas anotados no meu caderninho e enfim, com muito sofrimento e dor no coração, eu consegui e vocês viram o resultado final.

O que não pensei na hora de fazer aquela primeira lista foi nos filmes maravilhosos que eu não havia visto ainda, toda aquela beleza e genialidade cinematográfica que ainda era desconhecida por mim. Daí para remediar um pouco a situação e diminuir o peso que me ficou na alma, fiz uma lista dos meus novos 5 filmes favoritos, a lista dos filmes maravilhosos que vi depois de ter terminado a “parte 2”. E agora, sendo realista, as chances de haver uma parte 4, 5, 6, etc são imensas, minha lista dos dez melhores filmes nunca será definitiva. Só estou com vergonha alheia de mim mesma de ter chamado a lista de “Cinema em casa”.

Quase Famosos.

É uma viagem nos túneis do tempo, um embarque na boa música antiga e perfeito para quem gosta de classic rock, como definiria o Song Pop. Essencial para quem gosta de jornalismo e de cultura pop, mais ainda para quem se interessa por jornalismo cultural. As músicas são lindas e o clima anos 90 é irresistível. O filme ganhou o Oscar de melhor roteiro original, ou seja, arrasou!  (Pra quem se liga nesse tipo de coisa, Quase famosos é do mesmo diretor de Elizabethtown.)

Educação.

É uma história de escolhas e crescimento, se perguntarem. A Jenny é uma garota ingênua que tomou decisões ruins, aprendeu com elas e por sorte não foi tarde o suficiente para desfazer o que fez. É um filme fofo, doce e me fez chorar muito já que eu fiz a besteira de vê-lo na véspera do resultado da USP.

Tudo pode dar certo.

Meu filme favorito do Woody Allen. É incrível ver como alguém com tão pouca fé na vida pode ser tão mudado (bjs Evan Rachel Wood com seu sotaque lindo do Sul). Rapidamente se tornou meu filme da esperança, aquele que eu vejo sempre que estou desacreditada das coisas e indico muito que você o veja num desses períodos.

Edukators.

É a revolução batendo na sua porta. “Todo coração é uma célula revolucionária”.  E esse filme nos deixa com vontade de levantar da cadeira e ir fazer alguma coisa pelo mundo, tipo invadir umas casas... Fiquei MUITO aflita durante umas cenas e pensei que fosse morrer do coração. É o tipo de filme que um futuro jornalista precisa ver.

500 dias com ela.

Eu nunca soube dizer se eu amo ou odeio esse filme. Ele machuca, deixa uma dor profunda. Pra mim, ele serve de medidor de caráter; divido o mundo em Team Tom / Team Summer e é a partir disso eu julgo as pessoas (desculpa, sou preconceituosa). Apesar de toda a dor, o filme é doce, é fofo, além de toda aquela genialidade na contagem do tempo. Enfim, é um filme que todos já viram e tem um porque muito evidente.

Ps: Esse é o Centésimo post aqui do blog!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Seis coisas.

Esse é um meme já antigo em termos de internet, onde tudo passa muito rápido e nada é novidade por mais de dois dias. Escolhi fazê-lo só agora porque gosto dessa sensação de "fomos surpreendidos novamente". Ou isso ou porque quando todos estavam fazendo eu estava muito ocupada com o vestibular.

O meme consiste em listar as seis coisas que você gostaria de fazer mais ainda não fez. Ainda!

Conhecer a Califórnia no verão...

Cresci a base de The O.C., Três é demais e Red Hot Chili Peppers e como todo mundo muito viciado em TV sou refém daquela "saudade de tudo que ainda não vi". Quantas vezes já não me imaginei passando tardes nas praias de Newport com Seth, Ryan, Marissa e Summer! Uma (ou mais) das minhas férias de verão ainda será destinada ao Sol da Califórnia, que parece muito mais quente e atraente.

...e Nova York no inverno.
daqui
Já disse que sou refém da saudade de coisas que nunca vivi, já disse que todos os meus Natais são uma fraude porque eles não têm neve, já mostrei ser fã de Friends e How I met your mother, já citei Woody Allen e já disse que moro em São Paulo, ou seja, vocês já concluíram que Nova York é a minha Disney. Sou louca pra conhecer essa cidade, talvez a cidade mais usada como cenário, a cidade (que dizem ser) mãe da minha, a cidade mais cantada e celebrada, a minha cidade luz, a minha cidade eterna. Vou passar o Natal fazendo boneco de neve no Central Park e a virada de ano na Times Square, wait for it.

Tirar uma foto embaixo d'água.
daqui
Isso é uma coisa realmente boba e muito fácil, uma coisa que eu já deveria ter pelo simples fato de ter feito natação por apenas 9 anos da minha vida mas não tenho e sinto muita vontade. Só preciso de uma capinha especial pra câmera e uma piscina, só.

Ir a um show do Death Cab for Cutie.

Sou fã incontrolável e incondicional de Death Cab como vocês sabem, e sabem muito bem. Sou louca pra ouvir pessoalmente a voz do Ben Gibbard. Vivo fechando os olhos e imaginando como vou me sentir em um show deles, penso que vou chorar se tocarem 405. Apesar de o adorável Chris Walla ter dito ~pra mim~ via twitter que eles "esperam" vir pro Brasil tenho as esperanças muito reduzidas mas como a esperança é a última que morre, deito na minha cama e fico me imaginando no show de três horas que sempre acaba com queima de fogos.

Morar perto das besties (ou virar bestie das vizinhas).

Um dos grandes problemas de estudar no centro foi ter ficado amiga de pessoas que moram muito longe de mim. São Paulo é uma cidade muito grande e pra visitar um amigo preciso pegar ônibus e metrô. Pra visitar o namorado então, tenho que sair de SP e viajar em direção à Guarulhos. Com o objetivo de simplificar minha vida e dar um clima de Friends/ How I met your mother resolvi que meu apartamento será no mesmo prédio/ mesma rua de vários amigos, se eu não conseguir convencer os amigos de se mudarem, faço questão de virar a melhor amiga de cada um dos vizinhos e viver sempre em festa. Toda noite será "Best night ever".

Escrever e dirigir um filme.
daqui
Desde bem criança meu sonho era fazer um filme e não é só porque vou ser jornalista que desisti disso. O meu filme não precisa ser um sucesso de bilheteria, famoso e indicado ao Oscar, nem precisa ser um longa, virando um sucesso do facebook já me deixará feliz. Horas vagas existem pra isso, escrever um roteiro de filme.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Agora é USP!



Por dois anos imaginei como seria ver o meu nome ali na lista dos aprovados na USP e em todas as vezes eu saía da sala pulando e gritando “PASSEEEIII” mas quando o momento realmente chegou foi bem diferente. Ao ver um “Rúvila” naquela lista minha reação foi uma só: chorar. Chorei como (quase) nunca na vida, foram todas as lágrimas que guardei por dois anos, por dois vestibulares frustrados, foram lágrimas de alegria mas principalmente, lágrimas de alívio por ver que havia conseguido realizar meu sonho, lágimas de libertação de um verdadeiro pesadelo, cheio de insegurança, angústia e ansiedade. Todas as lágrimas serviram pra lavar minha alma. E eu simplesmente não consegui parar de chorar por uma meia hora. O telefone tocava e eu não conseguia falar, de tanta emoção. (Dona Renata é testemunha disso, ela foi uma das pessoas que me levou a babar meu celular inteiro.)

Passar na faculdade comprovou minha teoria de que realmente vale a pena lutar pelo que se quer. Sacrifiquei muitas coisas de que gostava pra ficar em casa estudando, estudando, estudando. E o meu maior sofrimento durante esse ano nem foi o estudo contínuo e sim o medo de falhar e ter sido tudo em vão (o que graças a Deus não aconteceu). Se estudar fosse capaz de afastar esse medo de mim, eu estudava. E eu não fui a única: meu lindo namorado esteve o ano inteiro ao meu lado também lutando pelo sonho (artes visuais na UNESP) e assim como eu, ele teve a sua grande recompensa, passou lindamente apesar de todos os pesares.

Passamos!

Sei que o vestibular agora não será mais O monstro que foi, e sim um degrauzinho minúsculo que esteve no meu caminho e agora já foi transposto, o que é uma ironia já que vivi em função disso por tanto tempo. Minhas apostilas (pelo menos as que não viraram cinzas) terão um novo dono e meus cadernos já estão devidamente encaixotados e prontos pra serem reciclados. Mas o mais importante é que eu estou me sentindo renovada e pronta pra um novo desafio: meu curso de jornalismo na Universidade de São Paulo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

E ai você entrou na minha vida


E ai que há dois anos eu estava saindo do ensino médio. O caso é que meu ensino médio não foi muito comum. Eu fiz médio integrado ao técnico em produção multimídia no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Nome impressionante, né? Pois não foi só o nome impressionante que vivi: foram 3 anos de trabalhos e provas excessivas, horários malucos e falta de tempo crônica.

Em 2008 houve um surto de blogueiragem entre meus amigos. Todos criaram blogs. Eu, claro, morrendo de vontade de aposentar meu fotolog, queria muito criar um blog lindo para mim mas o orgulho não me deixou porque eu não queria ficar com fama de copiadora-maria-vai-com-as-outras-paga-pau que criou o blog depois de todo mundo, mesmo morrendo de vontade. Um segundo motivo que fez com que eu ficasse longe do meu próprio blog em 2008 foi a supracitada falta de tempo crônica. Estava decidido: sem blog até o fim do ensino médio. E enquanto o fim tão esperado não chegava eu usava da escrita para desabafar choramingos adolescentes no fotolog e em uma comunidade fechada no orkut.

Como todo tormento tem seu final, o ensino médio foi embora e eu finalmente tomei A decisão (com alguém que até agora não havia aparecido: o namorado). No dia 14 de dezembro de 2009 criei o Miniature Disasters. No mesmo dia, o namorado fundou o Song Sweet Song.

No início, o MD tinha uma linha editorial fixa: mostrar o lado bom das coisas ruins que acontecem com a gente. Brilhante. Mas me bateu uma frustração porque não é nada fácil ver o lado bom de uma coisa ruim que está acontecendo agora. Ninguém classifica o momento que vive quando se está vivendo. Geralmente os marcos são colocados depois, por exemplo, os caras da pré-história inventaram a escrita mas ninguém imaginou que anos depois a história seria dividia em mundo pré-histórico, antes da escrita, e em mundo “histórico”, inaugurado com a arte de juntar letrinhas. A vida é assim, ninguém consegue ver o lado bom de uma coisa muito ruim enquanto ela acontece principalmente porque sofrer é ruim, tem que ser MUITO otimista para enxergar o copo cheio todas as vezes. Fiquei em uma situação meio chata porque era necessário muita reflexão e desgaste para fazer nascer um texto, o que ia contra os meus objetivos. Hoje, sem linha editorial alguma, o Miniature Disasters reflete o que se passa na minha vida.

Sinto muito orgulho do meu humilde blog. Sei que agora está às moscas mas, é o que eu disse, reflete a minha vida de muito estudo e pouco tempo (e eu achava que no ensino médio não tinha tempo...). Foi atráves dele que fiz GRANDES amizades, conheci pessoas que eu nunca conheceria das formas papai-e-mamãe de se fazer amigos e isso vale muito a pena. E tudo isso faz com que eu cresça de alguma forma porque é algo que vem de mim mesma, são minhas palavras, do meu jeito, a partir de mim. O MD representa uma forma de auto-conhecimento. Cada vez que vejo um amigo comentando no blog, sei que estou fazendo a coisa certa, que estou exatamente onde eu queria estar.

Parabéns, Miniature Disasters, pelos seus dois anos de vida (mesmo quando você resistiu por inércia).

Pra quem lembra do primeiro topo do blog.


Um enorme parabéns ao Song Sweet Song, beijos para meu companheiro da vida e do crime.  

sábado, 15 de outubro de 2011

Carta aberta ao mundo

Ou Manifesto das crenças.


Eu acredito no amor. E já aconteceu tanta coisa ruim na minha vida que a lógica da frase anterior não deveria ser essa. Foram 17 anos de experiências e exemplos negativos, tanto que eu nem deveria querer pronunciar essa palavra, mas não: eu VIVO o amor mais a cada dia. Não é porque meia dúzia de mal-amados vivem me dizendo que amor não existe ou porque alguém totalmente talentoso cantou que “o amor nos rasgará em dois” que eu deixo de acreditar nele e viver sob seu signo. Se eventualmente eu me machucar, vou me embora pro dark side me encher de cookies e choramingar pra Gabe e pra Gabi Petrucci, um dia eu me recomponho e volto a viver. Não é só pela REMOTA E IMPROVÁVEL possibilidade que eu tenho de me machucar que vou deixar de viver essa felicidade e esse amor que vivo, não é por medo que vou perder o que me mantem viva. Eu posso correr esse risco se a recompensa for um sorriso lindo pro meu coração sem ritmo.

 Eu acredito na amizade e na confiança. Eu sei em quem confiar. E nesse aspecto eu sou extremamente seletiva, sei com quem posso dividir minhas aflições e sentimentos e ninguém, NINGUÉM, NINGUÉM, tem o direito de me dizer em quem eu devo confiar ou não. Me deixe quebrar a cara, já disse: o medo não me deixa presa. A vida é uma só, meu coração é um só mas eu posso escolher com quem vou dividí-lo. Não é só porque alguns quebraram minha confiança que vou deixar de confiar, pelo contrário, vou aprender a selecionar melhor em quem confiar. E confiar mais ainda. Não vou deixar meu peito explodindo de sentimentos quando posso aliviar a pressão com um querido, um pote de sorvete e duas colheres.

 Eu acredito nas minhas escolhas. Hoje eu escolhi o meu estilo de vida. Não critique. Critique minhas ações, minhas roupas, minhas palavras mas não critique minhas escolhas. O medo nunca me impede de viver e essa é minha escolha, consequências virão e eu as acolherei de peito aberto. Se tiver de sofrer, eu sofro. Um pouco a cada dia. É fácil criticar, agora venha vestir minha pele. Eu escolhi o que eu vivo agora. Não venha me dizer que era melhor estar me divertindo, pagando faculdade, frequentando bares. Não. Tenho orgulho de passar meus dias aprendendo coisas teóricas e absurdas. Amanhã tudo estará bem graças ao esforço de agora. Se escolher uma coisa significa abrir mão do resto, eu abro. Sei que Deus está comigo.

 Eu acredito em finais felizes. Não tente acabar com meus sonhos, não tente acabar com sonhos de ninguém. Sei que eu mereço meu final feliz e o terei. Se você não acredita na felicidade não vou mudar sua opinião, todos tem seus motivos. Tenho motivos para acreditar que eu terei meu final feliz. E se não é feliz é porque ainda não chegou o final. Tirar a luz dos olhos de alguém deveria ser caso de cadeira elétrica.

 Eu acredito nas palavras. A partir de agora, se você não tem uma palavra de incentivo, uma palavra de amor ou amizade pra mim, fale sobre o tempo, ou não fale. Eu não preciso de ninguém que me deixe pra baixo, que estrague meus dias ou que tente estragar meus sonhos. Não gastarei minhas sintaxes com quem não merece nem ao menos uma palavra de desprezo.

  You are not me, Arlandria, Arlandria.
 You and what army, Arlandria, Arlandria? 
Oh, God you gotta make it stop

domingo, 25 de setembro de 2011

Ode à força de vontade

Existem muitas coisas que servem pra nos tirar de nossos caminhos, tantas que eu nem preciso enumerar, mas só duas pra nos colocar de volta nos caminhos certos: a consciência e a força de vontade.

Quando se tem uma meta e se estabelece uma trajetória pra alcançá-la, consciência e força de vontade são as maiores aliadas. Caso você não seja o Macunaíma que “pulou cedo na ubá e deu uma chegada até a foz do Rio Negro pra deixar a consciência na ilha de Marapatá. Deixou-a bem na ponta de um mandacaru de dez metros, pra não ser comida pelas saúvas.” e conserve ainda sua consciência com você ela pesará caso você deixe a preguiça e a santa procrastinação dominarem porque é certo que isso afastará você de sua meta. Ai entra a força de vontade. Ela faz com que arranquemos forças do âmago pra ir à luta.

Ela me arranca da cama antes do sono ir embora. Ela me faz ir à academia, arrumar a casa, descer pelas escadas fixas. Ela me impede de gastar dinheiro a toa, de comer muitos doces, de dormir à tarde. Ela me ajuda a estudar por várias horas diárias, a aprender matemática (ou tentar com todas as minhas forças), a abrir minha apostilinha de exercícios mesmo quando estou em pé no metrô. Ela carrega minha mochila pesada de livros e cadernos, arruma meu quarto. Ela me faz vencer livros chatos, não me deixa ir assistir TV e comer brigadeiro quando tenho outras tarefas mais importantes (mesmo quando eu quero muito). Ela me ajuda a escolher as prioridades e manter os planos por mais que eles não sejam o que eu tenho vontade de fazer. Ela não me deixa esquecer que eu tenho uma meta. Ela não me deixa desistir.

Já diziam os Grandes Mestres: “May the Force be with you”. É porque a força de vontade é tudo nessa vida, se ela não existisse, mesmo que quiséssemos muito alguma coisa, difilcilmente sairíamos da cama de manhã, me incluindo nisso.

Acho que essa força merece muito mais que uma simples Ode, merece uma valsa com vestido de gala.




sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Death Cab for begginers

Death Cab for Cutie é uma banda de indie rock/ indie pop formada em Seattle (USA) por Ben Gibbard, Chris Walla, Nicholas Harmer e Jason McGerr. A banda surgiu em 1997 e está ativa desde então. O último disco lançando saiu em maio de 2011, o "Codes & Keys". O nome da banda é devido à uma música de um filme dos Beatles, o Magical Mystery Tour.

Como a maior parte das coisas que duram na minha vida eu não gostei de Death Cab de cara. Ouvi uma música, torci o nariz mas deixei no mp4 e continuei ouvindo. Percebi que era simplesmente genial. Baixei um álbum, depois outro e outro... Até que eu cantava mais Death Cab que The Cardigans, que era minha banda favorita da época.

Foi passando o tempo e eu fui juntando motivos a mais para gostar mais ainda dessa banda fantástica. Essa também é a banda favorita do meu personagem favorito da série da vida.  Pra quem não lembra/ não viu o Death Cab tocou no Bait Shop em The OC.

Guess who has Death Cab tickets
Outro motivo é que o Ben Gibbard, vocalista da banda e o autor da maioria das músicas, faz aniversário no mesmo dia que eu (pode até ser lame gostar de uma banda por isso mas vocês se lembram que eu acredito em astrologia e pessoas nascidas no mesmo dia se entendem)! Quem me acompanha a bastante tempo sabe que eu até simulei um encontro com eles a mando da Kamilla.

As letras são assombrosamente perfeitas. Acho que todo mundo tem uma banda cujas letras são fonte de inspiração e passam exatamente o que sentem. Death Cab é a minha. E sempre tive certeza disso. Tenho orgulho de dizer que passava horas por dia no "Analisando Death Cab for Cutie" só pra me apaixonar ainda mais. Ficava lendo e relembrando cenas da minha vida, muitas vezes pensando que o Ben me conhecia. Vez ou outra eu ainda tenho a chance de ver a tag "Death Cab for Cutie" do Song Sweet Song crescendo, o que me enche da mais sincera alegria.

Pros compulsivos: O Ben tem mais dois projetos paralelos, o The Postal Service, que é um Death Cab mais eletrônico e divertido, e o All-time quarterback, que é um Ben-Folk ou quase isso.

O ponto baixo de ser fã deles é que até hoje eu espero o show deles aqui no Brasil e mesmo com o tweet tranquilizador do Chris Walla, eu não tenho muitas esperanças que isso aconteça someday soon afinal o público brasileiro deles não é lá muito grande.

Um fato pouco conhecido que vocês devem adicionar a celebrity gossip de vocês é que o Ben Gibbard é casado com a Zooey Deschanel! Eles são fofos e um dos vídeos mais legais que eu vi na vida foi com eles dois tocando piano juntos!
Lindos *-*
Edit: Eles ERAM casados. No final de 2011 eles optaram pelo divórcio, o que cortou profundamente meu coração e me fez pegar uma birrinha momentânea da Zooey. Essa birrinha passou e agora sou feliz assistindo a New Girl, a série dela, e ouvindo She & Him, a banda cheia de açúcar de que ela faz parte.

Enfim. Fiz uma mixtape pra celebrar meu amor pela banda e iniciar vocês na arte de ser fã deles.
Para fazer download clique aqui.

E só pra terminar com chave de ouro, o vídeo da minha última paixãozinha :)



sábado, 30 de julho de 2011

Durma bem, Amy!

Há dois anos perdi meu primo, Evandro. Perder alguém é uma coisa totalmente inacreditável. Já se passaram 2 anos e às vezes eu ainda espero encontrá-lo em casa comendo pastel e assistindo à um filme tosco.

Há uma semana uma amiga me mandou uma sms me dizendo que a Amy Winehouse havia morrido. E mesmo com toda a mídia repetindo a notícia ainda nem sei se acredito. Na terça-feira, foi o velório dela, começaram a falar disso no Jornal Nacional e eu, mãe e irmã nos reunimos pra ver. Quando anunciaram que as palavras do pai dela foram “durma bem, meu anjo” brotaram lágrimas nos olhos das três.

Eu conheci a Amy em 2007. Um amigo me mostrou a letra de Stronger than me, apaixonei. Eu entrei em colapso nervoso e não melhorei até ouvir todas as músicas dela. Fiquei uns 4 meses ouvindo Amy sem parar e nada além disso. Daquele jeito de cantar junto, respirar junto, imitar os instrumentos. Dai que a paixão foi se estabilizando e fui abrindo espaço pra outras bandas e cantores. Nesta época pedi o Back to Black de Natal mas ganhei uma jaqueta. Comprei um vestido no estilo dela e jurei que minha fantasia da próxima festa seria de Amy, não fui à nenhuma festa a fantasia desde então.

Pois veio o desastre: meu antigo computador pifou e com ele toda a discografia de dois álbuns da Amy foram pro espaço. Decidida a baixar só o que estava na minha cabeça, dois discos viraram um. E mudando de computador mais uma vez, dois discos viraram quatro músicas. O pior disso tudo é que eu não percebi isso até sábado. Eu sempre ouvia mas não tinha parado pra pensar o quanto tinha reduzido. Até que há uns meses eu estava sentindo falta de uma música dela, procurei pra baixar e sair cantando “Amy, Amy, Amy” por ai, mas quem disse que eu achei?

Sabe quando os artistas morrem e ganham uma legião de fãs mas em vida não tinham nada? É bem isso. Sabe aquele ditado que diz que a gente só dá valor quando perde? Bem isso.

Não tem um mês que a Amy era a chacota de várias revistas por dar vexame nos shows, já nesta semana, tem uma foto dela super comportada, gordinha, com cara de saudável e sem o cabelo de ninho, com a legenda “1983-2011”. Ok, hipocrisia com respeito. Ai eu, fã das antigas escuto uma tiazinha no ônibus dizendo que foi tarde e que ela nem era boa, nem preciso dizer que a vontade era de voar no pescoço. Ela podia ser alcolátra drogada o que fosse mas ela era filha de alguém, irmã de alguém, prima de alguém. Mais respeito por favor?

O fato é que a Amy foi parte da minha vida, espero ainda de coração ter o Back to Black, espero ir à uma festa fantasiada dela e com certeza ela vai estar sempre lá, no A da minha biblioteca, não importa com quantas músicas.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

Aula de redação

Na grade horária do cursinho pré-vestibular (Etapa) que eu faço existe uma aula chamada redação. A matéria é linda, claro, olha eu aqui escrevendo mas o professor... O professor de redação é o mais irritante da história dos professores irritantes, é tão sem gosto que perto dele novalgina é saborosa e mais tedioso que aquele documentário alemão que te mostraram na escola. Enfim, quem nunca teve o carma da melhor matéria com o pior professor aqui? No ensino médio eu tive sociologia com dois monstros, já tive história com professor que dava sono, shit happens.

Além de irritante o professor de redação é lerdo na matéria. Eu assisti à 2 aulas, matei uma e agora na quarta aula a página de estudo ainda era a mesma. Tudo o que ele fala é presumível - ok, eu falo por mim, tem gente lá que faz cara de assunto novo e até pergunta coisas. Nesse caso, as aulas seriam muito mais legais com o professor dando dicas e até mesmo escrevendo junto com a turma, passando exercícios pra galera pensar e falando sobre atualidades e cultura, coisas pra enriquecer nosso texto mas olho pra cara dele e tenho vontade de dormir.

No ano passado, durante essas aulas de redação, eu aproveitava o tempo pra outras coisas como ver aulas de outras matérias na sala do meu namorado ou ir "estudar" outra matéria com a Dani. Não sinto peso nenhum em dizer que se durante ano passado vi 5 aulas dele foi muito  porque não foi redação que não me fez passar, foi aquela questão anulada que eu havia acertado ou então aquela de física que eu não soube resolver e com certeza aquela prova potencial de linguagem arquitetônica, além e acima de tudo foi Deus (o que eu estaria fazendo se estivesse cursando design, me diz).

A situação é a seguinte, ano passado eu trabalhava das 8:00 às 17:30 e ia pro cursinho já cansada e completamente estressada então me dava o direito de escolher não participar dessa aula com o professor irritante e conteúdo previsível (que eu tenho consciência ser uma das matérias mais importantes do vestibular) mas agora não, nova situação novas regras. Eu estou só estudando (como se estudar fosse "só") então perdi totalmente esse direito. Vou sentar lá na cadeira de mente presente e engolir a chatice do professor, dar o meu melhor ao fazer as redações propostas e continuar estudando matemática em casa só pra garantir. Inclusive esse ano vocês verão muitas das minhas produções vestibulandas por aqui. Considerarei essa aula pagamento de pecados.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Live and Learn

"Well you get what you give
And hell yes I lived
But if you live as you learn
I don't think I'd be learned
Oh with the sun in my eyes
Surprise, I'm living a life
But I don't seem to learn
No I don't think I can learn"
~The Cardigans


Um dia eu ouvi falar que a vida tem um esquema: Live and Learn. Talvez eu fosse ingenua, boba ou inocente demais e eu cometi um misunderstood de maneira que fui colocando rótulos na minha vida do tipo " esse foi o ano do aprendizado", "esse foi o ano da vida" o que eu não entendi é que não é assim que funciona, não mesmo, o aprendizado é parte integrante da vivência mesmo porque muitas coisas você só aprende na prática mesmo, não? Mesmo que você ache que não aprendeu nada você aprendeu, nem que seja um jeito de não fazer alguma coisa.

Esse ano de 2010 foi um ano totalmente novo, cheio de coisas que eu nunca imaginei que viveria, um ano de novidades do começo ao fim. A primeira novidade foi uma pessoa ao meu lado, meu namorado, que esteve do meu meu lado desde o day 1 e estará lá sempre, o que foi totalmente essencial pois sem ele não sei se eu aguentaria tudo o que aguentei, claro que eu sempre terei a minha família, mas é diferente não? Fiz 18 anos, o que a principio não muda nada, até que fui descobrindo que sim, 18 anos trazem mudanças. Perdi muitos amigos, fiz muitos amigos e reconquistei outros com minhas temporadas de séries e meu charme através de sms. Trabalhei até cair, senti o que é estresse daqueles que não te deixa sorrir. Aprendi a andar pela zona oeste e escolhi o lugar onde vou comprar meu apê. Percebi que estou quase irreconhecível e muitas coisas que eu amava agora perderam o brilho. Percebi que eu posso ser bright and shiny mesmo sendo dark and twisty por dentro. Acho que o que aprendi de mais valioso nesse ano é que a ansiedade não leva a nada, pelo contrário, estraga o que você está vivendo agora. (Aprender isso não quer dizer que eu deixei de ser a ansiedade em forma de células, de forma alguma, devo até estar mais ansiosa agora para aplicar essa lição na minha vida de 2011. )

Resumidamente meu ano foi assim fiquei quatro meses em casa nas maiores férias da minha vida fazendo nada além de procurar estágio e escrever no blog e essa situação estava me matando até que eu achei o estágio. Comecei a estagiar e em maio comecei a fazer cursinho pré-vestibular, ainda incerta do porquê e sobre qual curso eu prestaria, mas dou graças a Deus por ter começado, nunca me esforcei tanto como nesse período de Etapa e me sinto imensamente grata por todo o aprendizado que recebi lá, mesmo tendo de sacrificar muitas coisas como posts semanais no blog, aulas de design gráfico e a sétima temporada de Grey's anatomy. Eu não passei na concorrida Usp que eu tanto queria por um misero ponto mas não fiquei triste porque eu sabia ter errado no escolha do curso e também sei que embora eu esteja bem preparada intelectualmente para uma faculdade ainda não estou pronta psicologicamente. Depois do estágio, que terminou em julho, comecei a trabalhar em um escritório de contabilidade com estalactites no banheiro e intermináveis ligações que fica exatamente em frente da minha casa, tipo uns 20 passos. Trabalhar de verdade, não ser apenas uma estagiária, me ensinou demais, não só no plano contábil mas me ensinou muito sobre mim mesma, esses 5 meses de trabalho foram a minha maior prova de resistência, no kidding, queria desistir todos os dias mas nunca desisti, aprendi a administrar meu próprio dinheiro e posso dizer que não peguei dinheiro com minha mãe nenhuma vez, consegui guardar bastante e ainda emprestei uns para o meu pai, comprei coisas que eu queria, saí, me diverti mas sempre dentro das minhas limitações de vestibulanda. O plano é trabalhar lá até que minhas atividades de 2011 (Etapa e Web Design) comecem porque a partir daí vai ser eu e as apostilas no ano de mais estudo e menos dinheiro de minha existência. Uma coisa constante nesse período foi o meu desejo de que 2010 acabasse logo, uma característica minha em tempos difíceis é essa, acreditar que coisas boas virão com o próximo mês de janeiro.

This is how it works: o aprendizado te atinge, você não sabe ao certo o que está aprendendo mas tem certeza que no futuro você saberá e isso será incrivelmente valioso, a única coisa que o momento te revela é que aprender doí bastante e você é mais forte do que imagina.

PS: Feliz Natal!! ;)


domingo, 7 de novembro de 2010

O que faz você feliz?

O que faz você feliz? É isso que eu me pergunto desde sempre. O amor me faz muito feliz, o amor de verdade daquele que faz uma pessoinha acordar as 7 da manhã para me dar bom dia e me faz chorar de saudade, o amor de quem me colocou no mundo e me liga todos os dias nos meus 60 minutos de almoço para ver se eu realmente estou almoçando, o amor daquelas pessoas essenciais que me mandam sms fofinhas, que me chamam de sis, que me dão esmaguinhas, que somem o ano inteiro mas um dia me mandam 10 mil depoimentos que deixo na minha página inicial do Orkut para ler sempre que eu entro lá, o amor de três peludinhas que fazem a maior festa quando eu chego em casa. Ver a minha versão televisiva em uma série médica dark and twisty faz com que eu me sinta menos danificada nesse mundo cruel em que vivemos e ao mesmo tempo me faz bright and shiny achando que tudo é possível apesar dos pesares e minha vida caso eu tivesse nascido na California, fosse rica e bonita. A song is meant to keep me doing what i’m supposed. E agora, o que mais me faz feliz? Esse mais é um problema bem grande para mim, um problema que vive bitting my ass há mais de dois anos já.
Vamos aos fatos: eu acordo, tomo banho, tomo café e vou trabalhar, trabalho das oito ao meio dia vou para casa almoço por uma hora e volto ao trabalho, trabalho da uma às cinco e meia, vou em casa pego minha mochila e corro para o cursinho onde fico das sete e dez às cinco para as onze, volto para casa e morro até o dia seguinte para recomeçar a jornada. No fim de semana tenho uma lista de exercícios acumulados, um quarto sujo e bagunçado, unhas mal feitas, pernas para depilar e um monte de tarefinhas de casa para fazer. E minha vida não será diferente disso até o final da faculdade o que me leva a uma conclusão barata: se eu não incluir o que eu gosto no meu dia-a-dia eu nunca terei tempo de fazer o que me deixa feliz, falando profissionalmente. Ou seja, eu preciso escolher um curso que eu goste e me sinta confortável para trabalhar com ele every single fucking Day. Aqui é que o meu problema se encontra. A minha situação é a seguinte, eu faço tanta coisa que eu não gosto que eu nem lembro mais das coisas que eu realmente gosto. Às vezes tenho vontade de fazer minha versão de “Comer, rezar, amar” pegar meu dinheiro que estou juntando para conhecer a Califorinia (mas que no final vou usar para começar a comprar meu apartamento na vila madalena) e tirar meu ano sabático fazendo meu próprio “The Happiness Project” mas quem me conhece sabe que não tenho guts para isso, eu sou certinha demais para isso, sou muito ligada a opinião alheia, infelizmente, e isso me atrapalha, me torna uma pessoa insegura, óbvio. Queria ser uma Samantha Jones, bater no peito e dizer “Fuck what they think” mas não consigo, queria ser mais confiante, menos tímida e danificada.
Sabe o lado bom? Assumir essas coisas para os meus dois leitores três leitores já é um ponta pé para o início do Rehab, you know what i mean, apontar o que está errado é um bom meio para corrigir. O que eu posso dizer é que eu acho que não deveria ter prestado o curso que prestei na FUVEST, e já sei mais ou menos o caminho que eu deveria seguir e ele tem muito a ver com o que eu estou a fazer agora, que é escrever. Mas como a vida não é só isso ainda tenho muitas providencias a tomar, muitos ajustes a fazer, muitos erros para cometer. O meu presente me tornou a Addison na segunda temporada lutando por aquele casamento que ela sabia que já estava acabado só para ver o que vai dar, eu lutando para ver no que vai dar. Mas in the end of the Day eu passei esse ano todo errando, o que me ensinou muitas coisinhas, me ensinou a levantar depois de cada crise e que dar o meu melhor é o melhor caminho mesmo que isso me deixe uma estoicista asceta a La Cecilia Meireiles com a lack of dom literário, claro. A vida é bem assim, abrir mão de coisas para se ter outras.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

with the lights out it's less dangerous

Quem acompanha meu blog sabe que eu sempre falo sobre o lado bom das coisas e talz, mas sabe, às vezes a vida é uma bosta. Hoje eu fiquei triste, sem saber o porque e não há remédio para isso, abri meu nevermind e tudo que eu encontrei foram confirmações para minha tese, a vida é uma bosta. Sentei na cama com o laptop no colo e coloquei uma playlist mix de Nirvana e Hole, própria para as horas de intenso questinamento, como agora. Às vezes não temos remédio para nada.

O que você mais gosta de fazer? Qual faculdade você escolheu? Isso parece bullshit, no fundo é, mas nesse mundo moderno precisamos nos perguntar esse tipo de coisa. Eu estou desde os quatro anos de idade na escola, (não na mesma, claro) há alguns meses no cursinho, sempre estudando para chegar a esse ponto, uma prova ridícula no final do ano que me dirá se a partir de janeiro de 2011 estarei ou não na universidade de São Paulo cursando tal curso. O problema é o "tal curso". Passei a vida toda estudando, quando se estuda demais acaba-se perdendo a percepção das coisas reais... o que uma matriz identidade realmente significa para você? e a energia potencial, vai bem hoje? O pior de tudo é que estudar para essa damn prova e ter de trabalhar acaba com o tempo que eu poderia gastar fazendo o que eu gosto, as vezes até me esqueço das coisas que gosto. Eu amo escrever e vocês já viram o buraco que está no meu blog? Esse é um ano daqueles que servem de metal de sacrificio, o sonho não pode oxidar nunca, não é mesmo? E, tell me baby, QUAL É O SEU SONHO? Seu maior sonho de, sei lá, 3 anos atrás ainda é seu maior sonho? A vida é efêmera. Carpe Diem. Fuck you, e o seu damn Diem, eu mal tenho tempo de dormir 6 horas completas. Eu tô com uma espinha enorme no meio da testa e comecei a parecer com o que eu sinto, Carpe that! Ganhar um salário já não me parece tão valioso assim. Sem contar aquela damn sensação de powerlessness, tudo que eu penso em fazer já foi feito. Pra que que as pessoas vão perder o (precioso) tempo delas lendo um blog qualquer, de uma desconhecida ai quando se tem um livro da Clarice Lispector, do Machadão, de uma JK Rowling que seja? Pra que eu vou ouvir uma banda independente tailandesa se o John Lennon já disse tudo? É tudo questão de oportunidade (e sorte). Não estou defendendo o novo, o indie ou independente aqui, tanto porque sou uma pessoa de clássicos, mas nem só de clássicos se mantem uma prateleira, whatever.

Sabe o que foi a poesia modernista brasileira? Dentre outras coisas, foi uma tentativa de ver as coisas como se fosse a primeira vez, nunca parei para pensar tanto nisso. O mundo está mudando, mas continua a mesma coisa, precisamos das mesmas coisas. Se conformar que o mundo não será salvo por você pode ser triste demais para a esperança que talvez ainda se encontra em você, acho que a verdadeira nobreza deve ser essa: acordar todos os dias pensando que ainda dá para salvar o mundo, se não salvar, pelo menos mudar. Ficarei feliz em ter pelo menos um dia de nobreza por semana. It's better to rise then fade away.

Acho que pouca gente sabe que o Kurt Cobain usava drogas porque era o único meio de diminuir suas dores de estômago. É fácil julgar sem saber o que há por dentro. One more special message to go, as defense I'm neutered and spayed, What the hell I'm trying to say? I got so high that scratched till I bled. É, tem dias que a vida é uma bosta mesmo.
 
 

sábado, 7 de agosto de 2010

Choking on your alibis*

Eu poderia começar agora com minha prolixidade tola e feminina dizendo milhares de reclamações sobre minha rotina super atarefada e falta de domínio do meu próprio tempo mas isso seria apenas uma alegoria para a minha hipocrisia mais profunda pois a verdade é que eu amo essa situação e o significado dela. Por mais pior que seja ser uma estudante do Etapa (chupa!) e funcionária de um escritório com estalactites tudo ao mesmo tempo ainda vejo inúmeras vantagens em trocar meu pijama e noites de sono bem dormido superior a 10 horas por casacos domingueiros e noites de 5h30min. O meu trabalho é super digno, leia-se “nada que minha mãe se envergonha”, e me dá um salário que possibilita que eu pague meu cursinho. Quem faz cursinho concorda comigo que dá uma vontade de chorar de alegria cada vez que se imagina o próprio nome no meio da lista de aprovados. Uma coisa compensa a outra e é óbvio que para ir atrás do que se quer é necessário abrir mão de algumas coisinhas como sessão da tarde, Internet o dia todo, batata frita unhas pintadinhas, rosto livre de olheiras, aulas de culinária, design, direção e aquele sono da beleza, mas faculdade é igual filho: você quer mesmo sabendo que dá trabalho, faz um puta esforço para conseguir e quando consegue é ai que seu trabalho começa...


Bom, vamos dizer que falta de tempo não é apenas um burden in your life e então te darei motivos para acreditar nisso:

1- Você tem desculpas para tudo: não comprar presente para seu pais no dia dos pais, não arrumar o cabelo, deixar o quarto bagunçado, não precisar ir ao mercado...

2- Você tem o “eu mereço”. Por exemplo: você tem mil obrigações to get done mas você pode sair pra se divertir um pouco afinal você merece!

3- Você tem a pressão, o que é bom pois só assim é que sai alguma coisa.

4- Você tem direito de procrastinação afinal você está sem tempo.

5- A falta de tempo elimina o fator “peso na consciência” de tudo que eu disse.

Se esses meros cinco motivos não te fazem gostar de “estar sem tempo” pelo menos mostram que meu otimismo não enferrujou de vez como eu achei que tinha acontecido. Sabe que as vezes é necessário tomar um tapa na cara para que você pare de reclamar da vida e eu andei sob alguns nocautes ai, a vida vai ser sempre assim, não vou ter um tempinho a mais nunca então não posso ficar reclamando e parar de fazer as coisas que eu gosto por isso. “Não é a vida como está e sim as coisas como são”. É a vida, fazer o que, agora é arregaçar as mangas, parar de reclamar e pau na máquina. Adoro essa sensação de esforço e que tudo que eu receber será bem merecido.

Hmm – sabe que esse provavelmente será meu último post com 17 anos?? É, meus amigos, dia 11 i’m turning 18. Que a força esteja comigo nessa vida sem restrições de agora em diante.


foto de arquivo da minha ex-best ainda no plástico!

 
 
Blog de cara nova.
 
*Mr. Brightside - The Killers

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tainted obligation

Bendito seja o ser que não possui nenhuma responsabilidade, amém. Sim, pode até ser uma boa oração, mas não acho válido. Assuma aqui: ninguém gosta de ter responsabilidades, a palavra responsabilidade aqui é referente às tarefas que precisamos assumir durante nossa vida, elas podem ser simples no começo, como um dar comida ao cachorro, mas daí vão crescendo e crescendo, como mato em terreno baldio, e quanto mais responsável você se mostra mais responsabilidades você ganha, “agora não basta você ter de dar comida ao cachorro mas água também e caso você faça isso direitinho você ganha a obrigação de tirar o cocozinho dele!” e é assim que funciona, pessoas não gostam de responsabilidades então delegam e como você é um exemplo de responsabilidade as tarefas delegadas caem em cima de quem? Do responsável exemplar! Parabéns, você se ferrou! Você precisa pagar as contas em dia, levar os filhos no médico assim que sentem uma dorzinha na cabeça (“E se for um aneurisma??”), dar conta de todo seu trabalho, estar em dia com as matérias da faculdade, isto é, se você já entrou nela, caso negativo você precisa estudar para manter-se bem nos simulados do cursinho e ainda por cima passar no vestibular (ecaaa!) , uma responsabilidade chama a outra, e elas nunca acabam, o pior ainda é quando essa responsabilidade não diz respeito à uma tarefa do dia-a-dia e sim à um compromisso consigo mesmo, com sua consciência, com seus princípios, ai meu amigo, isso é de endoidecer! Já diria Meredith Grey (leia-se roteiristas de Grey’s Anatomy) “Responsibility: it really does suck!”.
Mas como nem tudo é perfeito, acho que não se deve sair por ai reclamando de existirem mil obrigações pendentes em sua agenda, você dois braços e o dia 16 horas, descontando ai as preciosas 8 horas de sono diárias. Imagine sua vida SEM NENHUMA OBRIGAÇÃO, vamos supor que você mora em Cuba, o governo garante tudo para você e o mesmo para todos seus conterrâneos. Como você trabalhava em uma fábrica de munição e, desastrado como é, sofreu um acidente “Sorria, você está na caixa!”, como você mora em Cuba, óbvio você tem pelo menos 4 filhos e já que sua mãe foi uma bruxa contigo você reflete isso em suas filhas que são verdadeiras Cinderelas, executam com primazia a lida da casa, #FreudExplica. Ok, você não precisa trabalhar, não precisa cuidar das tarefas de casa, não precisa preocupar-se com bens materiais, agora me diga: qual será sua ocupação? Sabe no final das férias, período no qual já acabaram as coisas legais para se fazer em tempo livre (como ler aquele romance gigantesco, rever todas as temporadas de Friends e os filmes de Star Wars) daí vem o tédio que o faz partir para o ramo do design de interiores, porque todos sabem que mudar móveis de lugar por tédio é o fim dos tempos, nesse período de fim de férias no qual dá aquela agonia de não ter nenhuma obrigaçãozinha, nenhum post it escrito “fazer urgente”, nenhuma pendência idiota, sim, ai você chega à conclusão de como responsabilidades são importantes no equilíbrio mental. (Claro que há casos onde pessoas estão sobrecarregadas e isso não é bom mesmo, mas na maioria desses casos essa sobre carga é um tanto quanto natural à pessoa que a carrega, com o costume deixa-se de notar o quanto é pesada.)
Uma coisa que eu nunca entendi e nunca entenderei é como existem pessoas que jogam a responsabilidade de suas próprias vidas nas mãos dos pais que escolhem com quem os filhos andarão, as roupas que vestirão, a faculdade, o curso que os filhos farão, com quem casarão... A vida é a única responsabilidade que não se deve delegar nunca. Principalmente quem tem pais por perto, eles adoram estar no controle!
Enfim, a vida precisa ser vivida, com todos os bens e males, todos os prós e contras e cabe a nós, seres humanos, aceitá-los caso viver, e aqui somente “existir” não está incluído, seja a nossa principal meta. E talvez somente aceitá-los não seja o suficiente, devemos abraçá-los com toda a nossa força, afinal são essas coisas que realmente nos mostram que estamos vivos. Begin your journey and do not skip ahead.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Desastres que nos perseguem

O que você faz quando é perseguido por desastrezinhos? Quando você acorda seu chinelo não está ao lado da cama, você vai de pé no chão, morrendo de fome para a cozinha pega um pãozinho mas cadê a margarina? então você olha para o alto, como se Deus estivesse distraido com outra coisa e você precisa que Ele olhe pra você, no desespero você diz: "Come on!, Come freaking on!" isso te enche de esperança e te faz ir trabalhar, mas esses desastres não param por ai: sua chave não entra no portão, você tropeça no meio do caminho, perde o ônibus, chega atrasado, o café da empresa acabou. Então, o que você faz quando é perseguido por desastrezinhos?
Foi essa perseguição, a sensação de ser a piada côsmica do dia que me levou a necessidade de procurar o lado bom das coisas, afinal reclamar de tudo não dá. "No final tudo dá certo"? Por que não pode dar certo no meio? Por mais pretas que as coisas se encontram sempre há algo bom no meio, nada é 100% ruim e é esse o objetivo desse blog, encontrar situações positivas no meio da escuridão.
Vamos ao que interessa. Você não tem nem 1 minutinho disponível, sua vida é um caos, tudo o que você quer é um tempo disponível para arrumar seu quarto, tirar as roupas que você não usa do quarda-roupas, reler os livros do vestibular, ouvir as músicas escondidas do seu computador, escrever no seu blog que finalmente vai deixar de ser apenas um mero projeto. Agora isso não é mais um problema, YAY, você tem tempo, tem um computador funcionante e idéias cultivadas por 3 anos de ensino médio. Seu namorado hiper suportive dá o maior apoio e incentivo, tudo o que você precisava, mas ok, agora vamos tirar da lista os itens que você não vai fazer: arrumar o quarto e o guarda-roupas (pra quê?, eles nem vão ficar arrumados mesmo). Reler os livros do vestibular: talvez. Escrever no seu blog é uma boa pedida e ainda dá pra juntar com o outro item: ouvir as músicas escondidas no seu computador. Agora é a hora. Para começar você faz o layout do blog, faz o design do banner no photoshop, isso ai, deixa tudo com a sua cara. Mas como desastres te perseguem o PHOTOSHOP TRAVA, that's what you get por achar que tem um "computador funcionante", e como você estava apostando nesse computador decente ainda não havia salvo o banner, que estava bom por sinal. Sim, você fica p#$* da vida, fala todos os palavrões que conhece, amaldiçoa a mãe de quem criou o fuckin photoshop. Agora pergunte-se, qual é o lado bom? Nenhum? Está enganado, my friend, esse desastrezinho gerou o primeiro post para o blog! ;)
Esse é um dos desastres do dia, o primeiro do blog mas só quem tem a vida cheia deles sabe que esse é fichinha perto dos que ainda estão por vir, dos que já vieram então ai vamos nós, comece sua viagem e não pule nada.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...